A vida no feriado.

24 04 2011

O aguardado feriado de Páscoa veio acompanhado de uma listinha de afazeres, porque é claro que você decide colocar a desordem da sua vida – bagunçada nos últimos vários meses – na mais perfeita ordem em apenas alguns dias. São coisas para comprar, arquivos para arrumar, contatos para fazer, contas para pagar, presentes para entregar. Quando a gente vai ver, o feriado já passou e a sua lista, pouco diminuiu. Claro que não foi só culpa minha, ok?

Tenho que dizer que levei longas 6 (s-e-i-s) horas para sair da capital e ir para a terrinha. Um trajeto de 150 km, que em dias bons, me custam 2 horas de carro, em média. E esse, definitivamente não foi um dia bom. Já aí foi-se uma manhã e parte da tarde, com direito a almoço dentro do carro, mediante a lanchinhos disponibilizados pelas simpáticas moças do pedágio – nada como as ações publicitárias, não é mesmo?

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Os dentes, o autor e os filmes.

2 02 2010

Enquanto passei alguns dias com um tremendo de um bochechão, dor e vários sorvetes por minuto, por causa da retirada de dois dentes do siso, pude aproveitar a beleza de estar em Pindamonhangaba por mais que um simples final de semana. Realmente, aqui é um ótimo lugar para ficar, às vezes me dói em pensar que passei longos quatro anos morando em um pequeno apartamento no meio de tanto concreto e poluição – e pensar que ainda vou morar por muito tempo nesse esquema, daqui pra frente. Mas o que se pode fazer? Ossos do ofício. É para isso que existem as férias não é mesmo?

Enfim, já que não podia sair pedalando por ai, o melhor que podia fazer era assistir a alguns filmes, e assim o fiz. Desenterrei umas pérolas que nunca havia assistido e foi aí que eu descobri que “E o vento levou…” não é TÃO legal assim…e puxa vida como é longo! Mas já “Casablanca” é bem bacana. Frases de efeito em um clima hollywoodiano preto e branco são incríveis. Mas o melhor é “As time goes by” na voz do pianista Sam. Lindo.

Essa semana também foi curiosa, porque quando fiquei sabendo que J.D. Salinger, o autor de “O apanhador no campo de centeio”, havia morrido. Daí pensei “ele já não estava morto?”. Mas tudo bem, ele vivia tão enclausurado no próprio quarto e tal. Depois li e ouvi uma série de comentários de como o livro tinha mudado a vida das pessoas enquanto jovens, que me deu até uma certa vergonha em afirmar que “O apanhador” não mudou a minha vida. E sim, eu li antes dos 25 anos. É um livro BEM bacana, bem escrito, interessante e envolvente, mas não me identifiquei com o personagem, sei lá… talvez minha rebeldia estivesse adormecida ou de férias. Ou foi porque eu li entre as minhas idas e vindas à Guarapiranga. Estava com a cabeça em outro lugar.

Então, só disse isso, porque também durante o meu repouso do siso, resolvi baixar o filme que conta a história do infeliz do Mark Chapman, aquele que matou John Lennon – pelo o que se conta, o rapaz carregava o livro do Salinger quando assassinou Lennon. O filme, “Chapter 27”, é meio estranho (não terminei de assistir ainda, dormi quase no final ¬¬), a impressão que dá é que você está sufocada, dentro da mente do cara. Pertubador. Apesar de não ser uma pérola, vale a pena conferir…

Chega por hoje, tenho que ir dormir agora.

Até.





A moda agora é cultivar olheiras.

6 04 2009

Não bastassem todas as inconveniências dessa vida de meu Deus, surge esse último ano de faculdade com o divertidíssimo trabalho de conclusão de curso. Só alegria por aqui. E  sim, estou tratando de cultivar um lindo par de olheiras, assim como muitos de meus colegas. Acho que já até acostumei com os estudos na madrugada, que acabo rendendo mais depois das 00:00 am, acreditam? Um absurdo. Mas vai valer à pena, o trabalho tá ficando bonito, composto e encorpado. Yeah!

Entre um fichamento e outro, e uma pesquisa e outra, me aventuro para o Arquivo do Estado de São Paulo, em busca de jornais do período que vou analisar – sim, além da pesquisa e da peça jornalística, inventei uma análise de mídia. Sabe como é, só para dar um charme a mais.

O que eu acho incrível nesse lugar – além da organização e da quantidade de material que tem por lá – é esse espírito que baixa na gente, de jovens pesquisadores. Você fica lá, com seu crachá e sua luvinha para não sujar as mãos (às vezes, até uma máscara! Dependendo da situação lamentável do material), analisando documentos antigos. Não tem como resistir.

Mas como nem tudo nessa vida são estudos, existem aqueles momentos nos quais você se distrai com uma notícia ou outra nos idos de 1991, como foi o caso da seguinte manchete: “Amante morde a língua de operário”. COMO ASSIM?? Pois é, o cara brigou com a amante, deu-lhe uns tapas, e depois resolveu fazer as pazes. Mas no exato momento do beijo, a jovem não teve dúvidas: Arrancou um pedaço da língua do traidor. A matéria dizia que ele chegou no pronto-socorro gritando e com a boca sangrando. Depois falam que é em jornal do interior que tem notícia desse calibre. Uhmmff.
Enfim, me diverti à valer – entre o nascimento de um ornitorrinco e a inauguração da linha verde do metrô, em São Paulo.

Só para não dizer que não provei nada disso que escrevi, selecionei uns recortes – não tão legais quanto os da amante carnívora -, do ano de 1975. Precisei de umas matérias da Folha de S. Paulo desse ano para quando fiz a iniciação científica, e como estava com a câmera em mãos – diferentemente dessa última vez que estive no Arquivo -, aproveitei e tirei umas fotos de momentos marcantes da década de 70.

E quem disse que jornal não serve para nada?

Suicídio? Quanta bobagem...

Suicídio? Quanta bobagem...

João do Pulo: De Pinda para o mundo.

João do Pulo: De Pinda para o mundo.

Mackenzie dominando o quarterão de Higienópolis.

Mackenzie dominando o quarterão de Higienópolis.

O AB Toner dos anos 70.

O AB Toner dos anos 70.

Mais um pouco e vira um deserto mesmo.

Mais um pouco e vira um deserto mesmo.





Sabe a trilha? Voltei viva. I-e-b-a.

24 01 2009

Impulsionados pelo “Espírito”, pela obamania “Yes, We Can”, pelo patriotismo “Sou brasileiro e não desisto nunca” e pela vontade incontrolável de ser um pouco escoteiro (essa foi só pra mim): Subimos. Sim, subimos o Pico do Itapeva. Num ritmo nada iniciante, completamos o trajeto em menos de 4 horas e meia. (Parece que alguém errou nas contas e não eram bem 9 horas caminhando)

Nos perdemos em um determinado trecho do Bosque dos Eucaliptos, que estava no clima bem “Bruxa de Blair” + “O Crepúsculo”, mas nada que um celular e algum senso de localização não resolvam. Até porque memória…aahhhh….essa aí passou longe.

Vocês devem estar se perguntando, “Mas trilha, com esse tempinho frio, úmido e mega chuvoso?” Sim, amigos. Com esse tempinho mesmo. Foi tudo por conta do Espírito, que é algo inexplicável, mas extremamente motivador. Talvez lancemos alguma publicação ao estilo “O Segredo”, de pensamento positivo, sabe? Veremos.

Enfim, pegamos alguma garoa do meio para o final da trilha, sendo que nos últimos 30 minutos simplesmente caiu aquele toró. Eu, particularmente, culpo o Ulisses que resolveu maldizer os céus, em função do tempinho que não esquentava nunca. Há…os deuses se vingaram com um aguaceiro que deu a nítida impressão que tínhamos acabado de mergulhar com roupa em uma piscina.

Quem não estava resfriado, com certeza ficou. A minha voz nesse momento está numa mistura de Cid Moreira (“Ahhh…Mister M”) com meninos pré-adolescentes naquela irritável mudança de voz desafinada. O resultado até que não foi de todo mal: uma torção no pulso e outra no pé. Esperava bem mais escorregões.

Ah! Quase me esqueci. Fomos surpreendidos no meio do nosso descanso-pós-chuvinha-momentânea por nada mais que CINCO labradores (eram 5 mesmo, não é, meninos?) das mais variadas cores. Chegaram todos fanfarrões nos lambendo e nos cheirando, seguidos por gritos de um casal “Pampa! Não! Sai daí!” Era um simpático casal paulistano que estava por ali passando. Únicos outros seres-humanos que nós encontramos durante toda a aventura, por sinal.

Bom, acho que foi basicamente isso. Houve várias cantorias, piadinhas e momentos constrangedores, mas que não havia sentido relatar aqui, uma vez que “o que acontece na trilha, fica na trilha”. Hehe

Só deixo aquele MUITO OBRIGADO para o senhor Luís (meu pai) e para a dona Selma (minha mãe) que nos “resgataram” depois de tudo isso com um carro quentinho e acolhedor + chocolate quente + café + pão-de-queijo + aquela disposição. Pois é, o Espírito é contagiante.

Câmbio Desligo.

P.S. – Temos vídeos ótimos e fotos incríveis de toda a aventura. Postarei alguns aqui, ok? (Mas os melhores estão nas câmeras dos meninos! Postem na net, pombas!)

P.S. 2 – Os nomes dos desbravadores: Camila, Stefano, Gabriel, Pedro, Rodrigo e Ulisses. Valeu, gente! Foi mega bacanão! =)

>> Mais vídeos aqui!





Natureza e Fotografia: Uma mistura que vale à pena.

1 12 2008

Correria não é desculpa, mas é o que eu posso argumentar sobre o breve sumiço que me ocorreu durante essas semanas. Tantas coisas que aconteceram no mundo, tantas coisas para contar e outras tantas para tentar não esquecer (ainda vou fazer o texto da minha infância, Felipe!). Agora os Estados Unidos têm um presidente negro; eu, uma irmã médica e um carimbo no passaporte e o Marcelo Camelo, a Mallu Magalhães. Uau! A retrospectiva 2008 vai ser interessante.

Nesse último domingo e no próximo estarei fotografando alguns pontos de água de Pindamonhangaba. O concurso “Click Água” reuniu pessoas de diferentes faixas etárias para registrar o bem natural mais abundante da cidade. Serão escolhidas 40 fotos que depois farão parte de totens espalhados pelos lugares fotografados. Independente da premiação, o bacana mesmo é ir com um grupo e sair apontando a câmera para o que chamar a atenção dos olhos. No próximo domingo estaremos na Reserva Ecológica do Trabijú. Espero que o dia esteja bom.

Lugares nunca antes visitados e outros já conhecidos podem ganhar novas interpretações, a partir dos mais de 90 olhares que estão empenhados em mostrar um pouquinho de si mesmos nas fotografias. Afinal, um retrato não é um recorte do real, mas sim, uma visão particular para algo que está ao alcance da visão. A beleza da arte está aí.

Camila Braga

Balanço geral da saída fotográfica do último domingo (Trilha e cachoeira nos arredores da Usina Isabel):

Um inseto engolido; Três picadas de borrachudo (em cada perna); Dores musculares; Tênis e roupas enlameadas; Histórias para contar e guardar. E é por isso que vale à pena.





Causos do interior pindamonhangabesco.

12 10 2008

Domingo de manhã. Tempo nublado. Bairro calmo, pouco movimentado. Eis que você se depara com dois garotos lançando discos de vinil contra uma mangueira (sabe aquela? De onde vem as mangas). Tudo para tentar alcançar alguns frutos mais altos. Discos de vinil espalhados pelos arredores. Nem vi de que artistas eram. Acho que foi melhor assim,não?

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Eleições municipais 2008. Dois candidatos para a prefeitura. O atual e o ex. Ganha o atual prefeito. O ex vai até “sua” rádio e diz que foi tudo uma fraude, que tem mais de 5 mil assinaturas e vai realizar uma passeata na segunda-feira (amanhã) até o fórum da cidade para entregar o documento para a juiza eleitoral, pedindo uma outra eleição. Dizem as más línguas que a passeata não vai ultrapassar 50 pessoas. Acompanhem no noticiário as reviravoltas desse incrível episódio.

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Por último, porém não menos interessante. Dia 14 de outubro começa o FESTE (Festival Nacional de Teatro). Grupos teatrais de diversas regiões do país, como Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro vão se apresentar nos palcos da cidade. Até o Bosque da Princesa vai ser presenteado com peças de rua. Ótimo lugar para fotos. Estarei lá. A entrada será sempre 1 quilo de alimento e todo mantimento arrecadado será encaminhado para o Fundo Social de Solidariedade. O festival vai até o dia 24 de outubro. Portanto, se estiver sem um programa bacana para esses dias, já sabe: Apareça por aqui.