Deserto do Siloli – Uyuni – parte 3

30 12 2014

O terceiro dia de viagem no deserto do Siloli começou cedo, às quatro e meia da manhã (até para as pessoas mais matinais, como eu, foi difícil). Sem café da manhã (ainda mais difícil) fomos em direção ao Geiser Sol de Mañana. De acordo com o nosso guia/motorista, teríamos o café da manhã no geiser, com direito a ovos cozidos naturalmente e tudo.

Geiser Sol de Mañana.

A melhor explicação que tive sobre o que é um geiser foi com uma das brasileiras que viajou com a gente, e basicamente, a lógica é a seguinte: as lavas vulcânicas do centro da terra aquecem os lençóis freáticos e, por pequenas frestas e buracos no solo, o vapor dessas águas sai enlouquecido em direção aos céus. Bonito, né? Para informações mais embasadas, clique aqui.

Altiplano boliviano

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Deserto do Siloli – parte 2

6 10 2013

@camilapastorelli

O segundo dia no Deserto do Siloli foi ainda mais impressionante que o primeiro no Salar (leia mais aqui). Nossa primeira parada foi no Vale das Rochas (Valle de Rocas), um ponto bem cinematográfico. Eu que pensava que não acharia a menor graça no cenário desértico, me enganei. Sentei em uma das pedras mais altas e fiquei observando aquela paisagem maravilhosa, sem vontade de ir embora.

@camilapastorelli

Ao fundo, ainda era possível avistar o vulcão Lincacabur com seus imponentes 5.916 metros de altura, pertencente tanto à Bolívia, quanto ao Chile. No dia seguinte, ficamos ainda mais perto dele quando passamos pela Laguna Verde.

@camilapastorelli

Deserto do Siloli

Após o vale, paramos na primeira lagoa do caminho, a Laguna Cañapa, que estava com vários flamingos. Logo depois, veio a Laguna Hedionda com mais flamingos. Um prato cheio para algumas fotos.

@camilapastorelli

Laguna Cañapa

Laguna Cañapa

Laguna Cañapa

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Diário de bordo – TCC represa do Guarapiranga – parte 1

29 06 2009

Foto por Camila Pastorelli

17 de junho de 2009

“Tem gente que mora aqui e nunca foi para o centro”. Depois de um percurso de quase duas horas que teve início na rua da Consolação, no centro da capital paulista, chegou até o Terminal Santo Amaro, e passava pela estrada do Rivieira, na zona Sul, a conversa entre os passageiros da lotação 6028 – Rivieira mostrava que a questão da moradia não era apenas de meu interesse.

A senhora de fala alta e despojada, com o filho ainda criança, comenta com o homem sentado ao seu lado, sobre como está difícil e caro encontrar casas para alugar por ali e diz também que só sai do bairro se for para morar no centro da cidade ou voltar para o norte – só que nesse caso, não o da cidade, mas o do país.

O caminho que o ônibus percorre até a região da represa do Guarapiranga – cerca de 30 quilômetros da zona central -, mostra as diversidades de uma cidade que não é apenas uma, e sim várias. O quase silêncio que reina entre os passageiros da avenida Paulista, concentrados em seu próprio livro, sono ou música no fone de ouvido muda a medida que o circular roda pelos emaranhados de asfalto a perder de vista.

O ar vai ficando mais puro e o cheiro do vento, antes ora com toques de fumaça , ora esgoto, fica mais gostoso de ser sentido. Da mesma forma, as pessoas, já sem os fones de ouvido, conversam e riem entre si. A pequena lotação transporta quase sempre conhecidos – vizinhos, talvez – que cumprimentam a cobradora e falam para ela passar o recado, “Pede para a sua mãe me ligar… quero ver se desocuparam a casa mesmo, porque o Cláudio tá querendo alugar.”

Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo. Sim, porque eu ainda quero o meu diploma.