Tecnofagia.

30 04 2009

Havia escrito um texto para colocar aqui. Mas a tecnologia também é burra e estúpida – assim como alguns magestrados. Enfim, era para o texto ser curto – uma piadinha para os mais ávidos fãs do Twitter e seius 140 caracteres. Mas não consegui escrever tão pouco.

Mas aqui farei o pedido de novo: Alguém tem aquela música do Queen, “I was born to loovee you” ? Desde que a ouvi num elevador hoje, ela não sai da minha cabeça. E não a encontro em nenhum cd aqui.
Portanto, as primeiras pessoas a enviá-la para o meu email (lamica.br@gmail.com), ganharão um par EXCLUSIVO de ingressos para a Virada Cultural na capital paulista! Isso mesmo, para qualquer evento na cidade! Não perca.

E o feriado vai ser bom. Além da Virada, tem Corrida de Aventuras (de novo!).

Depois conto se sobrevivi.

Bom divertimento, pessoal.

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Nos trilhos do metrô.

18 04 2009

Essa semana, o metrô foi notícia. Para o bem e para o mal. No Rio de Janeiro, houve agressão estúpida e gratuita por parte dos funcionários da SuperVia, responsável pelo transporte da cidade. Com socos e chicotadas, quem estava perto da porta para entrar ou sair, acabou ferido.  Além de ter um serviço abaixo das espectativas, quem vai trabalhar ainda tem que apanhar um pouco antes de bater o cartão. Vergonha é pouco.

Já em São Paulo, onde a violência ainda não atingiu níveis tão drásticos, houve uma manifestação em nome do conforto – esse mesmo que passa longe no Rio, e na própria São Paulo. O “No Pants Day”, que já aconteceu em diferentes cidades do mundo, reuniu por volta de 300 pessoas que decidiram entrar na estação Paraíso do metrô, tirar as calças e ir até a Vila Madalena. Sim, sem calças (mas com suas respectivas roupas de baixo, claro). A intenção não era chocar, nem provocar, mas simplesmente divertir. Viva o conforto. Vai entender, não  é?

Semana agitada para a tag metrô.

Mais fotos da manifestação:

http://www.flickr.com/photos/filipe_pix/

http://www.flickr.com/photos/carolthome/

http://www.flickr.com/photos/gabrieldias/





A moda agora é cultivar olheiras.

6 04 2009

Não bastassem todas as inconveniências dessa vida de meu Deus, surge esse último ano de faculdade com o divertidíssimo trabalho de conclusão de curso. Só alegria por aqui. E  sim, estou tratando de cultivar um lindo par de olheiras, assim como muitos de meus colegas. Acho que já até acostumei com os estudos na madrugada, que acabo rendendo mais depois das 00:00 am, acreditam? Um absurdo. Mas vai valer à pena, o trabalho tá ficando bonito, composto e encorpado. Yeah!

Entre um fichamento e outro, e uma pesquisa e outra, me aventuro para o Arquivo do Estado de São Paulo, em busca de jornais do período que vou analisar – sim, além da pesquisa e da peça jornalística, inventei uma análise de mídia. Sabe como é, só para dar um charme a mais.

O que eu acho incrível nesse lugar – além da organização e da quantidade de material que tem por lá – é esse espírito que baixa na gente, de jovens pesquisadores. Você fica lá, com seu crachá e sua luvinha para não sujar as mãos (às vezes, até uma máscara! Dependendo da situação lamentável do material), analisando documentos antigos. Não tem como resistir.

Mas como nem tudo nessa vida são estudos, existem aqueles momentos nos quais você se distrai com uma notícia ou outra nos idos de 1991, como foi o caso da seguinte manchete: “Amante morde a língua de operário”. COMO ASSIM?? Pois é, o cara brigou com a amante, deu-lhe uns tapas, e depois resolveu fazer as pazes. Mas no exato momento do beijo, a jovem não teve dúvidas: Arrancou um pedaço da língua do traidor. A matéria dizia que ele chegou no pronto-socorro gritando e com a boca sangrando. Depois falam que é em jornal do interior que tem notícia desse calibre. Uhmmff.
Enfim, me diverti à valer – entre o nascimento de um ornitorrinco e a inauguração da linha verde do metrô, em São Paulo.

Só para não dizer que não provei nada disso que escrevi, selecionei uns recortes – não tão legais quanto os da amante carnívora -, do ano de 1975. Precisei de umas matérias da Folha de S. Paulo desse ano para quando fiz a iniciação científica, e como estava com a câmera em mãos – diferentemente dessa última vez que estive no Arquivo -, aproveitei e tirei umas fotos de momentos marcantes da década de 70.

E quem disse que jornal não serve para nada?

Suicídio? Quanta bobagem...

Suicídio? Quanta bobagem...

João do Pulo: De Pinda para o mundo.

João do Pulo: De Pinda para o mundo.

Mackenzie dominando o quarterão de Higienópolis.

Mackenzie dominando o quarterão de Higienópolis.

O AB Toner dos anos 70.

O AB Toner dos anos 70.

Mais um pouco e vira um deserto mesmo.

Mais um pouco e vira um deserto mesmo.





Com diploma ou sem diploma?

5 04 2009

Acho que tudo acaba em piada mesmo em 1º de abril. A votação no Superior Tribunal Federal que iria decidir a respeito da Lei de Imprensa e da obrigatoriedade do diploma foi adiada para o dia 15 de abril. No final do ano passado, quando a discussão retomavamais um momento de exaltação, fiz um texto para uma discilpina do curso a respeito de todo esse “para ser jornalista, tem que fazer faculdade?”. Queria compartilhar aqui, até porque continuo com o mesmo pensamento, e depois da Páscoa tem mais.


diplomajornalista

 

Quando se inicia num curso superior para se tornar jornalista, logo surge a pergunta se o calouro gosta de ler e de escrever. Prontamente, todos respondem que sim e que foi esse um dos motivos que os ajudaram a escolher essa profissão. Entretanto, sabemos que por mais que esse seja um argumento válido, não é isso que faz de uma pessoa um profissional da comunicação. Ler muito e escrever bastante faz de você uma pessoa melhor, mais cidadã, mais consciente dos seus direitos e dos direitos das outras pessoas, o que pode fazer com que você, eventualmente, se inquiete com algumas questões do seu país ou de outros países.

 

Esse sentimento de inquietação é sim uma das características fundamentais de um jornalista, mais do que gostar de ler e escrever. Só que também não basta apenas isso, é preciso ir além: procurar informações, procurar pessoas, ouvi-las, pesquisar sobre o assunto, checar diferentes informações, confrontar dados, checar de novo as informações, obter uma diversidade de visões e, por fim, montar um texto que deixe toda essa pesquisa sobre um tema, claro, acessível e coerente.

 

Em razão de todo esse trabalho – que não se nasce sabendo – é que defendo a obrigatoriedade da formação superior para o exercício da profissão jornalística. Gostar de ler e escrever é um dos pressupostos para ingressar no curso, mas a partir daí, uma série de novas competências devem ser aprendidas e trabalhadas para que se forme um bom profissional, que irá lidar não somente com dados e informações, mas com pessoas e com histórias de vida.

 

Essa é a parte utópica que existe em toda profissão – médicos querem salvar vidas, advogados querem que a justiça prevaleça. Entretanto, ao ingressar num curso de jornalismo, sabemos que a realidade que temos é um pouco diferente. Alunos muito novos e sem maturidade para decidir se essa é realmente a melhor profissão para si; falta de interesse em se aprofundar nos estudos teóricos; grades curriculares muito boas, mas que na prática expõem professores desanimados ou mal preparados para ensinar; falta de interação entre o mundo acadêmico e o mercado de trabalho.

 

Assim, é fácil bradar que as universidades não formam um bom jornalista para atuar nos meios de comunicação e que a obrigatoriedade do diploma para essa função é desnecessária. As universidades não formam mesmo, aliás, melhor dizendo, não formam sozinhas, uma vez que mais da metade dessa formação tem que partir do aluno. A universidade tem que mostrar o caminho, não carregar no colo. Bons cursos sabem mostrar o caminho e instigam o aluno a seguir por ele, já os cursos ruins não o fazem, e jogam para o mercado “fazedores de texto com deadline” ou “fazedores de texto institucionais”.

 

O que acredito que se deve analisar ao se discutir sobre o diploma de jornalista é a respeito da qualidade dos cursos, ou seja, a discussão se amplia para um problema que o país atravessa (e que não é de hoje): educação. Temos que voltar os olhos para o ensino fundamental e médio. Como eles vêm formando os jovens brasileiros? Através do uso do raciocínio e da criatividade ou através do copia-aí-o-que-eu-escrevo-aqui-que-você-passa-de-ano?

 

Pois o ensino superior não faz milagres, não vai formar um jovem de 20 anos e deixá-lo apto, como cidadão e profissional, para ingressar no mercado de trabalho. Acredito na necessidade da experiência acadêmica e na sua obrigatoriedade para exercer o jornalismo e qualquer outra profissão, mas para isso, os nossos olhos têm que se voltar para a revisão na educação, e não na sua conclusão formal, o simples diploma.