A viagem latinoamericana em fotos e música

10 07 2014

Oi, gente,

Depois de muito tempo, finalmente consegui reunir algumas das imagens feitas durante a viagem para a Bolívia e o Peru e montar um pequeno vídeo com elas. Escolhi a música Latinoamérica da banda Calle 13. Essa banda de Porto Rico me emocionou muito com essa música. Sempre que a escuto ou vejo o maravilhoso clipe que fizeram, fico tocada. E não é exagero dizer que foi por causa desse vídeo que decidi ir viajar.

A minha intenção era fazer um pequeno resumo do que vi. Compartilho aqui com vocês!

Espero que gostem! =)

 

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A chegada em Uyuni

19 11 2012

Na viagem de ônibus entre La Paz e Uyuni, cerca de 10 horas, dormi muito pouco, como previsto. A maior parte foi quando saímos de La Paz, onde a estrada era um pouco melhor. Ao se aproximar da região mais desértica, esqueça do asfalto, boas estradas ou sinalização eficiente. Para passar o tempo, tentava tirar algumas fotos, mas ainda era de madrugada e a única luz que havia era de um ou outro poste no meio do caminho ou de casas na beira da estrada, o que não dava para quase nada. Mesmo assim, o pouco que dava para ver, já se mostrava bem bonito. A paisagem, completamente diferente da nossa realidade, me impressionou bastante.

O único porém era realmente o balancê do bumba. Para completar, de tempos em tempos, algum motorista que vinha no sentido oposto metia a mão na buzina. E tudo que eu pensava era se o motorista estava acordado (na verdade, eram dois motoristas que iam conosco, para se revezar).

Por volta das três e pouco da manhã, paramos em um boteco/restaurante bem pequeno no meio do nada. Era a parada do xixi. Mesmo que você não estivesse com muita vontade, era prudente ir (e como o banheiro do ônibus não era lá aquela maravilha, achei melhor encarar). Não sei dizer quão frio estava, mas posso garantir: estava frio pra caramba (!). O banheiro ficava nos fundos desse pequeno restaurante. Havia algumas pessoas comendo e bebendo nas poucas mesas do lugar e uma TV ligada. Por sorte havia porta e tranca nos banheiros, mas papel, logicamente, não tinha. Por isso, lembre-se do item mais importante de uma viagem como essa: papel higiênico. Leve-o para todo e qualquer lugar que for.

A caminho de Uyuni

O pit stop do xixi foi rápido e, como ainda tínhamos bastante chão pela frente, o motorista que esperava do lado de fora do lugar, apagou seu cigarro e a viagem continuou. Com o dia quase amanhecendo, o cenário ficava cada vez mais bonito e, se pudesse, pedia para pararmos alguns instantes para fotografar. Como não era o caso, o jeito foi tirar fotos de dentro do ônibus mesmo.

Para o Uyuni, não havia reservado nenhum hostel antes. Vi algumas opções no guia e pensei em chegar e conferir a hospedagem lá mesmo. Como a minha ideia inicial era apenas fazer o passeio de um dia, passaria pouquíssimo tempo no hostel: chegaria, conheceria a cidade, dormiria e, logo no outro dia, faria o passeio para o salar e já voltaria para La Paz. Mas acabei percebendo que não havia muito que ver na cidade de Uyuni – ela realmente funciona como o ponto de partida e chegada para os passeios no deserto.

Bom, meus planos mudaram assim que desci do ônibus. Eram sete da manhã e em Uyuni não havia rodoviária. Na cidade de 11 mil habitantes, todos os ônibus que chegam, estacionam na esquina da avenida Arce com a calle Cabrera, onde está a maioria das agências de turismo. Ao descer do ônibus para pegar as mochilas, fomos abordados por várias pessoas que ofereciam pacotes para visitar o salar e todo o entorno, entregaram prospectos e já queriam fechar negócio. Tudo que eu pensava em fazer era tomar um café e comer algo, com calma, para depois decidir. Vi que essa não era a opção do momento e comecei a pensar como iria escolher. Ouvi duas meninas falando em português sobre que pacote fechar. Perguntei se eram brasileiras e acabamos combinando de fazer o passeio juntas (normalmente, são necessárias 4 ou 5 pessoas para fechar um carro com guia). Elas queriam fazer o passeio de 2 ou 3 dias, e decidi ver quais eram as opções.

Fomos para o escritório de uma senhora que era bem convincente e falou de seus bons preços. Eu ainda queria ver outra agência, indicada pelo guia, já que não dava para saber se estávamos fechando um bom negócio mesmo. Conversa vai, conversa vem, combinei que iria ver outra agência enquanto as brasileiras esperavam mais dois amigos chegarem a Uyuni e, assim, poderíamos fechar o pacote todos juntos.

Perguntando para algumas pessoas, acabei encontrando outras agências até chegar no escritório daquela que queria, a Colque Tours. Já havia conseguido um preço bem melhor do que o da primeira senhora , mas queria ver com essa empresa quanto ainda dava para conseguir. Não é como se eles fossem a melhor empresa de Uyuni, mas era a referência que tinha, além das brasileiras também já terem ouvido falar dela, então me pareceu a mais segura.

O dono era simpático e já tinha fechado dois carros com brasileiros (detalhe: mesmo grupo que havia conhecido em Cusco), faltava apenas um, que sairia em menos de uma hora. O preço dele, 700 bolivianos (cerca de R$200) para o passeio de 3 dias, estava um pouco mais alto que a minha segunda opção, mas senti que ali era melhor. Na negociação, eles falam de tudo: quão bons são os motoristas, quão novo é o carro 4×4 que vamos (é o único tipo de carro que faz esses passeios), quão bons são os alojamentos da 1ª e 2ª noites no deserto, como teremos banhos quentes na 1ª noite (entenda que esse é um item de luxo e duvide de quem oferecer o serviço para as duas noites, sem nenhuma taxa extra), quão gostosas serão as refeições (com direito a coca-cola), etc.

Enfim, voltei e mostrei as opções para as meninas, e acabamos decidindo fechar com a Colque. O ônibus dos amigos delas ainda não havia chegado, então elas deixaram um bilhete para eles com a primeira senhora, explicando que já havíamos ido, mas nos encontraríamos provavelmente nos próximos dias. (Só um PS, a senhora era a maior pistoleira e ao encontrar os meninos, passou um preço mais alto para eles, disse algumas mentiras, entre outras cositas, que não merecem ser reproduzidas). Tem que ficar de olho bem aberto, sempre.

Bom, resumindo a história, nosso cronograma para os próximos dias ficou assim:

1º dia: Cemitério de Trens e Salar de Uyuni (sem a Isla del Pescado, que nessa época do ano, fica inacessível por causa das chuvas).

2º dia: Passeio pelo Deserto do Siloli, Vale das Rochas, visita a algumas lagunas (Cañapa, Hedionda, Colorada) e Árvore de Pedra.

3º dia: Geiser Sol de Mañana, Termas de Polques e mais algumas lagunas (Verde e Blanca).





Os últimos dias em Cusco e a volta para a Bolívia

12 11 2012

Após os incríveis dias em Machu Picchu, estava de volta a Cusco. Eu ainda teria mais dois dias antes de voltar para La Paz e viajar rumo ao deserto do Uyuni.

Aproveitei para explorar um pouquinho mais a cidade, e no meio das andanças pelo centrinho, encontrei os brasileiros com quem havia viajado para MP. Eles conheciam um pequeno restaurante ao lado da catedral e lá fomos. Provei o ceviche como primeiro prato e a carne de alpaca como segundo.

Ceviche em Cusco

Ainda teve uma repentina apresentação ao vivo de três músicos que passavam pela rua. Dois deles eram argentinos e o outro, peruano. Tinham acabado de formar um trio. Assista a um trechinho da apresentação aqui.

Rua da cidade de Cusco

Me despedi dos brasileiros e continuei minha última voltinha pela cidade – ainda tinha algumas atrações do boleto turístico para gastar. Fui ao monumento ao inca Pachakuteq, grande governante e responsável pela expansão inca. O prédio é interessante e, do alto, pode-se ver Cusco de um ângulo privilegiado.

Monumento a Pachakuteq

Foto de dentro do monumento a Pachakuteq

Pela noite, encontrei com os brasileiros novamente e fomos jantar em outro restaurante, perto da Plaza de Armas. Dessa vez, a pedida foi uma massa, que estava bem gostosa. Esperamos a chuva passar para olhar algumas lojinhas e tirar fotos na praça, que fica ainda mais bonita à noite.

Camisetas divertidas

Plaza das Armas com Catedral, ao fundo

Arcos no entorno da Plaza das Armas

Último dia na cidade: descobri um restaurante indiano barato, que com 15 soles, comia-se à vontade. O lugar se chamava Maikhana e, para mim, a comida não foi das mais gostosas, mas a dona era simpática, o lugar era limpinho e a mesa posicionada no balcão, um charme só. (nota: uma amiga almoçou lá outro dia e amou! Talvez eu não tenha dado sorte). No dia, 15 de janeiro, comprei o jornal para entender que raios havia acontecido com um cruzeiro italiano que encalhou, descobri o incidente com o Costa Concordia, e fiquei fazendo hora até chegar a noite.

Detalhe do balcão do Maikhana

Durante a tarde, havia pesquisado algumas empresas de ônibus que faziam o trajeto Cusco-La Paz, e acabei optando por uma que tinha um bom preço, a Transportes Litoral Miramar. Pedi para o rapaz me escrever no flyer da empresa quanto sairia a viagem, só para deixar registrado. E assim ele anotou: 85 soles (guarde essa informação para algo que conto a seguir).

Em Cusco, você encontrará muitas pessoas na praça ou em pequenas lojinhas de viagem que oferecerão passagens. Há essa opção de comprar antecipado e “mais garantido”, como dizem, ou comprar na hora, na rodoviária. Optei por chegar mais cedo na rodoviária e comprar lá mesmo; fiquei encanada com a possibilidade de ter alguma porcentagem e ter algum prejuízo, apesar deles me garantirem que o preço era o mesmo. Continue lendo »





Chegando na Bolívia!

25 01 2012

Era 4 de janeiro, quando embarquei para a Bolívia. Um pouco de apreensão para saber se a empresa de aviação Aerosur realmente existia, mas tudo ficou mais calmo quando localizei o guichê para o check-in.

Apesar de atrasar, o voo foi tranqüilo, cheguei em Santa Cruz de La Sierra, para a conexão, com um calor de 30°C, por volta das dez horas da noite. Sem muita explicação, tentei me localizar onde pegaria o outro avião para La Paz. No meio do caminho, ouvi “Ai, se eu te pego” duas vezes – em menos de 30 minutos em território boliviano (!). Uma previsão do que ainda ouviria pela viagem. Tomei um café com meio sanduba que vendiam ali na lanchonete. O café parecia com o de coador, estilo brasileiro mesmo, mas um pouco morno.

Aeroporto Santa Cruz de La Sierra

O vôo atrasou de novo, além de mudarem o portão de embarque no último minuto. Dessa vez, subiríamos bastante. De 400m de altitude para 4.100m (altitude do aeroporto de La Paz). Eu já esperava sentir algo, por causa dessa subida tão rápida, então já no avião comecei a me sentir estranha, mas no final das contas, só tive uma pequena dor de cabeça mesmo. Quando a porta do avião abriu, pude sentir os gélidos 6°C da capital mais alta do mundo.

Os taxis daqui não tem taxímetro, então o preço é sempre negociado antes de entrar e, normalmente, o valor é cobrado por pessoa. A corrida até o centro de La Paz, onde estava meu hostel, me saiu por 25 bolivianos – assim como para a senhora com quem rachei o taxi, que também ia para o centro.

Me registrei no Loki Hostel e fui logo para o meu quarto dormir, estava bem cansada. A cama era ótima com dois travesseiros e um belo de um edredom. Já no outro dia, com o mapa da cidade em mãos, fui dar uma rodada pelo centro para ver um pouco mais da cidade. Andei um quarteirão e já fiquei ofegante. As ruas em La Paz são, em sua quase maioria, subidas e descidas, junte isso ao fator altitude e você vai se sentir a maior das sedentárias.

Rua de La Paz

Fui até a Plaza Murillo para ver a Catedral, o Palácio Legislativo e o Palácio Presidencial, onde trabalha o presidente Evo Morales. Ali havia vários jornalistas e redes de TV, aparentemente eles sempre ficam por ali.

Plaza Murillo

Queria encontrar os museus da Rua Jaén e acabei me perdendo um pouco. Pude ver bastante da situação daquele que é considerado o país mais pobre da América Latina. O comércio informal das ruas do centro é a grande maioria. Com uma rápida andada, você pode ver dezenas de “cholas paceñas”, moradoras de La Paz, com o traje típico boliviano sentadas ao lado de uma barraquinha que se vende de tudo um pouco, às vezes comidas e bebidas, outras vezes pen drives, DVDs e livros.

Momento raro de pouco trânsito em La Paz

Depois encontrei a Rua Jaén, passei por cinco museus: Museo Constumbrista Juan de Vargas (que conta a história de La Paz através de miniaturas), Museo de Metales Preciosos, Museo Del Litoral Boliviano (meio chatinho), Museo Casa de Don Pedro Domingo Murillo (líder da revolução independente em La Paz de 1809) e Museo de Instrumentos Musicales de Bolívia (o MAIS divertido).

Antigas guitarras bolivianas

Entre guitarras feitas com casco de tartaruga, acordeons e tambores, o museu vai mostrando a história dos instrumentos na cidade. Do lado de fora, eles deixam alguns brinquedinhos para os visitantes se divertirem, olha só:

Depois que a fome bateu, fui em busca do almoço…o que não dava para ser em qualquer lugar. Optei por uma espécie de fast food local, que vendia pratos e lanches com frango. Os pollos fritos são super comuns por aqui. Normalmente, são pedaços ao estilo frango à passarinho, acompanhados com batatas fritas. Esse prato é chamado de pollo broaster. O que não é ruim, só não muito saudável. Escolhi umas tirinhas de frango, ao estilo nuggets com arroz, banana frita, batata frita e um molhinho picante feito com aji, que ainda hei de conseguir a receita. Tudo por 25 bolivianos ou R$7,40.

Almoço no Pollos Panchita

Fui até a rodoviária, comprar minha passagem para Copacabana (depois descobri que há várias opções de ônibus ao lado do cemitério, com preços melhores), pois era meu próximo destino. Para voltar para o centrinho, decidi pegar um micro-ônibus tradicional, porque eles eram LINDOS! Todos coloridos e cheios de gente. O motorista era um pouco mal-humorado, mas tudo bem, eu me diverti. Desci na Plaza Murillo e fui andando para o hostel, que era pertinho.

Micro-ônibus por fora

Micro-ônibus por dentro

Pela noite, conheci um grupo de argentinas e combinamos de sair no outro dia para explorar outras partes da cidade. Eu havia visto um parque no mapa e queria conhecê-lo. Ele fica entre os bairros de Miraflores e Sopocachi, os mais ricos de La Paz. Fomos caminhando e passamos pelo Paseo El Prado, uma das principais avenidas, que conta com várias lojas de sapatos, roupas, bancos, um cinema e restaurantes.

Paseo El Prado

No final das contas o Parque Urbano Central tinha pouco verde e mais pedras, sem contar com os largos degraus, mas era até que bem bonito. Sentamos por ali e fizemos um pic nic improvisado com um pouco de pão, maionese com atum e doritos. Foi o almoço do dia!

Enrolei mais um pouco e fui para a rodoviária, pegar o ônibus até Copacabana, cidade onde está o Lago Titicaca. Viagem de pouco mais de 5 horas que conto depois!

Vista de La Paz





O seguro morreu de velho.

28 12 2011

Para tentar garantir o menor dos problemas enquanto estiver viajando, fui atrás de opções de seguro de saúde e afins. A mais prática que encontrei foi a do próprio cartão de crédito. Você pode contratar o serviço de acordo com o país que vai e quantos dias ficará fora. Além de cobrir para eventuais males de saúde, ele também cobre perda de bagagem e atraso de voo. O preço compensa, viu?

Por falar em cartão de crédito. A minha outra dúvida era que “dinheiros” levar. Já tinha o visa travel money da outra viagem, mas por causa da conversão da moeda não valia tanto a pena. Então, optei pelo óbvio: habilitar o cartão de crédito para o uso internacional e levar também dinheiro em papel. A Bolívia e o Peru, por serem países com moedas fracas, utilizam bastante o dólar, para facilitar o contato com os turistas. O site do Uol Economia é útil para se ter ideia dos câmbios – e por falar neles:

R$1 = 3,70 bolivianos (Bolívia)

R$1 = 1,43 soles (Peru)

Eu, na minha inocência, percorri as diversas casas de câmbio disponíveis ali no centro paulistano em busca das moedas latinoamericanas para comprar. Nenhuma delas tinham as moedas. Talvez consiga no aeroporto, e olhe lá! Mas tudo bem, vamos trabalhar com o dólar mesmo.

Outro ponto importante: vacinas. Os dois países que escolhi pedem que o viajante tenha tomado a vacina de febre amarela. Para comprová-la, é necessário ter com você o Certificado Internacional de Vacinação, disponibilizado pela Anvisa. Depois de tomar a vacina, você leva esse comprovante até um dos postos da Anvisa (normalmente em aeroportos). Você preenche um cadastro e eles te entregam o certificado. Para adiantar, já pode preencher pelo site deles, aqui. Eu vou levar o cadastro preenchido no aeroporto, no dia que for embarcar.

Bom, de resto, continuo com os meus roteiros e reservas em andamento! Eles ainda estão sofrendo alterações…mas a boa notícia é que consegui a reserva no hostel de Cusco, que queria! Agora só falta conseguir reservar o pacote para Machu Picchu com eles – porque é claro que a transferência internacional não deu certo. Maldito código SWIFT!

Com essa, enrolei mais um dia para olhar a mala com mais calma….talvez veja isso hoje.





Planos, roteiros e reservas.

24 12 2011

Montar o roteiro de viagem nunca é tão fácil. Você faz mil opções de trajetos para ver qual a melhor opção custo-benefício e depois de queimar a pestana, define qual vai ser a rota.

Meu plano inicial era ir de ônibus até Corumbá/MS e pegar o trem da morte, já em Puerto Suárez (Bolívia). Mas o desgaste ia ser muito grande…e ainda teria que atravessar a Bolívia, algo que não estava tão afim assim. Depois, pensei em ir de avião por La Paz e voltar por Lima (Peru). Só que essa opção seria um pouco carinha, por isso optei em ir e voltar por La Paz.

Antes de decidir, pesquisei bastante com amigos que já foram e também em site na internet. Uma boa referência foi o site Mochileiros.com, lá você encontra depoimentos e roteiros detalhados de pessoas que já foram para diversos lugares. Outras opções são matérias em jornais, como essa do Estadão e o blog que encontrei, o Turismo e Aventura.

Depois dessas pesquisas, o roteiro ficou assim:

São Paulo > La Paz (4/jan)

Copacabana (lago Titicaca)

Puno

Cusco

Aguas Calientes/Ollantaytambo

Machu Picchu

La Paz

Salar de Uyuni

La Paz  > São Paulo (23/jan)

Estou marcando os pontos no google maps, depois compartilho aqui, com endereços de hostels, rodoviárias, aeroportos etc. Ainda faltam reservar alguns hostels e transportes, mas está quase tudo fechado. Também não quero deixar tudo tão acertado, porque imprevistos acontecem, não é mesmo? Até porque, já fui avisada que ao chegar de avião em La Paz, a capital mais alta do mundo, localizada a 3.650 m de altitude (o aeroporto dica a 4.100 m), é quase impossível não se sentir um pouco mal. Tanto é assim, que no hostel que reservei em La Paz (Loki Hostel) existe uma “sala do oxigênio”, para você ficar lá, respirando um pouquinho. Eles apresentam o hostel em um vídeo no youtube, vale à pena dar uma olhada.

Entre as opções de transporte, é sempre bom dar uma procurada na internet. Entre ônibus e trem, a primeira opção é sempre mais barata. Mas, às vezes, é interessante escolher um dos percursos para fazer de trem e aproveitar uma paisagem diferente, feita pelos trilhos, como por exemplo o caminho entre Ollantaytambo e Águas Calientes.

O hostel que quis reservar em Cusco (o mesmo Loki Hostel – rede de hospedagem da Bolívia e do Peru) já estava com os quartos lotados, entre os dias 9 e 12 de janeiro. Por isso é sempre bom fazer tudo com o máximo de antecedência. De qualquer forma, esse hostel tem uma agência de viagem com bons preços. Eles oferecem pacotes de passeios pela região. estou pensando em fazer Machu Picchu com eles. A diferença de preço não é tão grande, se eu fosse fazer sozinha, e pelo menos vou estar menos perdida entre as opções de ida e volta – já que existem várias formas de se chegar a Machu Picchu.

Nos próximos dias, vou me focar mais no que levar na mochila e escrevo aqui.

Até lá!