A viagem latinoamericana em fotos e música

10 07 2014

Oi, gente,

Depois de muito tempo, finalmente consegui reunir algumas das imagens feitas durante a viagem para a Bolívia e o Peru e montar um pequeno vídeo com elas. Escolhi a música Latinoamérica da banda Calle 13. Essa banda de Porto Rico me emocionou muito com essa música. Sempre que a escuto ou vejo o maravilhoso clipe que fizeram, fico tocada. E não é exagero dizer que foi por causa desse vídeo que decidi ir viajar.

A minha intenção era fazer um pequeno resumo do que vi. Compartilho aqui com vocês!

Espero que gostem! =)

 

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Exposição Jazz nos Fundos

24 04 2012

Amigos,

Gostaria de convidá-los para conferir algumas fotos minhas expostas no bar Jazz nos Fundos (Rua João Moura, 1076 – Vila Madalena). São fotografias que tirei na Bolívia, lugar que estive no começo do ano, como vocês podem conferir em alguns posts passados e alguns, futuros!

O tema da exposição é “fotos de viagem” e não poderia caber melhor, não é mesmo? Também estarão expostas as fotos de Gabriel Bianchini, Sándor Kiss e Ilan Schleif.

Espero que todos possam ir e prestigiar! A exposição começou em abril e vai até o comecinho de maio.

Para quem não conhece, o Jazz nos Fundos é um ótimo bar, com ambiente aconchegante e música ao vivo de qualidade! Quando você chegar no endereço e der de cara com um estacionamento, fique tranquilo: é ali mesmo….nos fundos!

Abraços!

Camila





Cusco, umbigo do mundo – parte 2

19 04 2012

11/jan

O que mais você vai encontrar em Cusco são agências de turismo oferecendo transporte para os sítios arqueológicos do Valle Sagrado. Os agentes de turismo – homens e mulheres de diversas idades – ficam na praça principal da cidade (Plaza de Armas) abordando todo e qualquer turista para oferecer pacotes de um dia, uma tarde e – claro – o passeio mais procurado por todos: Machu Picchu.

Se você não tiver uma indicação, não tem muito segredo: vá perguntando e tente achar o melhor preço e qualidade, na medida do possível. Eu escolhi um lugar pequeno que fica ao lado da catedral, se chama Ñustas Del Inka. O vendedor me pareceu confiável e o preço estava bom. O passeio foi para os sítios de Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero, com uma parada em uma feira de artesanato e o almoço em Urubamba. Tudo me saiu por 50 soles (25 do transporte + 25 do almoço). Partimos às 9h e voltamos às 19h.

Foi um passeio bacana, mas o guia não era nada espetacular. A impressão que deu era que ele ligava o piloto automático e ia falando sem parar sobre os Incas, as ruínas, o glorioso império e tudo mais, mas sem emoção nenhuma. Ok, essa é a rotina dele e sabe-se lá quantas vezes ele faz isso por semana. Até que é compreensível. Tirando o fator guia desmotivado e o almoço, que é a maior enganação – se puder, não pague adiantado, mesmo que o agente diga que na hora é mais caro, porque primeiro: não é mais caro e segundo: você pode tentar comprar algo melhor ao lado do lugar que vocês pararem para comer. Fica a dica.

Enfim, pegadinhas latinoamericanas a parte, acredito que a sensação de ver um sítio arqueológico Inca pela primeira vez é incrível. Apesar de já ter lido e visto algumas fotos, poder ver aquelas moradias, desenhos e funcionalidades agrícolas é realmente impressionante. Eu fiquei toda boba quando cheguei Pisaq (30km de Cusco). O dia estava lindo, quase sem nuvens, o que deixou o cenário ainda mais bonito.

Depois do almoço, a parada seguinte foi Ollantaytambo (97km de Cusco). Muitos turistas, já desembarcam ali mesmo e continuam seu caminho a Machu Picchu, já que é nessa cidade que você pega o trem para Aguas Calientes. O sítio de Ollantaytambo é também muito impressionante, principalmente pela inclinação – a quantidade de degraus que temos que subir é impressionante – e pelos templos feitos de pedras maciças que pesam toneladas e que vieram de montanhas próximas. Do alto, além do ventinho-maravilha, é possível ver na montanha à frente, o perfil de um Deus Inca esculpido na pedra. É lindo e um pouco difícil de acreditar que foi feito pelo homem. Muitas casas da cidade são da época do Império Inca e hoje são seus descendentes que moram ali. Demais, né?

Voltamos para a van que nos transportava, rumo a última parada do dia Chinchero (28km de Cusco), onde a grande atração é uma Igreja Católica construída sobre um templo Inca. Ali, também há uma parada estratégica para os turistas, na qual mulheres vestidas com roupas típicas peruanas – dentro de uma grande tenda que vende de tudo um pouco – demonstram como são feitas as malhas de lã de alpaca. Todo o processo: lavar, ferver, colorir e tecer. Aqui, de novo, elas ligam o piloto automático, o texto decorado, e é isso. Depois, todos podem ficar à vontade para comprar. Gostei menos dessa parte.

Em Chinchero, o por-do-Sol estava maravilhoso! O friozinho da altitude e aquele cenário encerraram bem o passeio, junto com uma porção de choclo bem quentinho. O milho branco e “gigante” é tradicional do Valle Sagrado e é uma delícia.

Começamos a voltar para Cusco. Na van, um músico local nos acompanhou cantando e tocando flauta + bumbo durante todo o trajeto. Difícil. Mas ele estava ali, honestamente, tentando viver de música…antes assim.

Já no hostel, a agência de turismo marcou um encontro com todos que iam para Machu Picchu no dia seguinte. Era mais para saber como iria funcionar o passeio, entregar nossos bilhetes de trem, entrada ao parque, essas coisas. Por coincidência, no grupo de seis pessoas, todos ali eram brasileiros, com exceção de um alemão.

O itinerário foi o seguinte:

Dia 1

9h – Todos na recepção para pegar o carro que nos levaria a Ollantaytambo.

11h – Chegada em Ollantaytambo.

13h – Trem de Ollantaytambo com destino a Aguas Calientes.

19h30 – Encontro com o guia no hostel para explicar o dia seguinte no parque. Dormir em Aguas Calientes.

Dia 2

6h – Partir para Machu Picchu. O ônibus leva 30 min até o parque. Passar o dia todo ali.

15h – Volta para o hostel em Aguas Calientes.

19h – Trem de Aguas Calientes para Ollantaytambo

20h45 – Chegada em Ollantaytambo. Ônibus nos leva de volta a Cusco

23h – Chegada em Cusco.

 

No próximo post , conto como foi! Até lá!





Cusco, umbigo do mundo – parte 1

19 04 2012

10/jan

Depois de Puno, Cusco foi a segunda cidade peruana que fiquei hospedada – e adorei. Hoje, com seus 300 mil habitantes, Cusco – ou Qosqo – sabe trabalhar bem com todo o tipo de turista. Desde aquele que vem para conhecer mais da cultura Inca, entre passeios diários ao Valle Sagrado ou aqueles que chega com destino certo a Machu Picchu.

A antiga capital do Império Inca era chamada de “umbigo do mundo” e ainda guardou muito da arquitetura, história e cultura tão bem criadas pelo seu povo, apesar dos colonizadores espanhóis.

Obviamente, que cheguei ali já pensando em Machu Picchu. Havia pesquisado muito pela internet, na tentativa de encontrar a melhor maneira de chegar até MP. Não havia ficado segura de ir por conta própria, então optei por fechar um pacote com a agência de turismo do hostel Loki, mesmo hostel que fiquei em La Paz. E foi a melhor coisa que fiz.

Bom, primeiro: foi o hostel mais legal que conheci na viagem. Organizado, limpo, equipe super bacana e prestativa e o bar mais animado das redondezas (!). Além de também servirem almoço e jantar, com bons preços, e ótima qualidade. Enfim, adorei. Na noite que cheguei estava rolando uma festa no bar, mas como não conhecia ninguém, acabei ficando pouco. Conversei com alguns brasileiros que estavam no mesmo ônibus Puno-Cusco que eu (curiosamente, encontrei com eles em mais vários outros momentos) e comecei a preparar meu próximo dia. Um dos caras do bar anunciou que, no dia seguinte, eles iriam a um dos orfanatos da cidade para que, quem tivesse o interesse, pudesse conhecer mais da situação local, brincar um pouco com as crianças, etc. Infelizmente, essa visita acabou não rolando por alguma confusão com o transporte que nos levaria até lá.

Bom, com as mudanças de planos, resolvi começar a andar pela cidade. De acordo com meu guia, e com algumas indicações de amigos que já haviam ido para Cusco, era ideal comprar o tal do boleto turístico (vendido na prefeitura), para me dar direito a entrar em diversos sítios arqueológicos do Valle Sagrado + museus e outros pontos turísticos por nove dias. Realmente, vale a pena comprá-lo (130 soles – algo em torno de R$90). Pode parecer caro, mas no fim, é mais vantajoso, porque uma vez que você está ali, vai acabar querendo conhecer esses lugares e se optasse por comprar as entradas, em separado, sairia mais caro. Lógico, né?

O centro de Cusco se concentra na Plaza de Armas, onde estão a famosa Catedral, de 1556 (que você paga para entrar, mas se for – discretamente – entre 6h e 8h da manhã, horário reservado para a missa, não pagará; foi o que fiz) e a Igreja Sagrada Família, de 1733. Na catedral, você poderá ver a curiosa “Última ceia”, pintada pelo pintor peruano Marcos Zapata, que dá um toque regional para o quadro ao acrescentar alimentos como milho e  mamão na ceia de Jesus e companhia. Há também a escultura de um Jesus Cristo negro, “El señor de los Temblores”. Muito bacana.

Fui até o templo Qorikancha – Templo do Sol (atual Convento de Santo Domingo), para conhecer um pouco mais da cultural inca. Peguei carona em vários guias que iam explicando para grupos escolares e turistas as principais características da arquitetura, agricultura e adoração aos deuses na época do Império Inca.

Os incas acreditavam que existia um deus maior que o Sol e que a Lua. Nunca o viram, por isso não sabiam bem como representá-lo, entretanto confiavam em sua existência. Seu nome é um pouco complicado: Uiricochan Pachayachachi – ou simplesmente – Wiraqocha. Seu templo ficava em Raqchi, cidade que estive antes de chegar em Cusco.

Caminhei mais um pouco e fiz uma parada estratégica na farmácia para comprar antiflamatório. Meu joelho doía e não era brincadeira. Confiei na indicação da farmacêutica e achei curioso saber que poderia comprar os comprimidos avulsos. De qualquer forma, comprei a cartela inteira, já que precisaria tomar por mais de um dia. Depois aproveitei e comprei um bastão de caminhada, meu amigo inseparável dos próximos dias até Machu Picchu.

Chegou a hora do almoço e parei em um pequeno restaurante, super simples, no qual pude comer o tradicional pollo com papas fritas, acompanhada de uma Inka Cola bem gelada e amarela. Tudo isso por 13 soles. Os correios ficavam bem em frente e já aproveitei para comprar alguns postais e mandar para a família e alguns amigos – era aniversário da minha mãe nesse dia!

Depois do almoço, passei pelo Museu Histórico Regional, muito interessante, por sinal! Tirei foto dessa frase do Mario Vargas Llosa, que achei muito linda:

O dia estava quase acabando e depois de passar por um grupo de músicos que tocavam na rua (veja o vídeo aqui), acho que eram estrangeiros, estava seca por um café. Claro, o forte aqui é o chá, quase não tomei café na viagem! Mas nesse lugar que encontrei, o café era dos bons. Ainda pedi um bolo de chocolate com doce de leite para acompanhar e fui surpreendida quando ele veio quentinho e com duas bolas de sorvete de creme. Pronto, tava feliz da vida. Se não me engano, o nome do lugar era Café del Inka.





De Puno a Cusco em 9 horas

12 03 2012

Caminho entre Puno e Cusco, de ônibus

O caminho entre Puno e Cusco, no Peru, optei por fazer com uma companhia turística, Inka Express, que encontrei na internet. O trajeto de 380 km saiu por 50 dólares. Claro que você pode optar por uma passagem bem mais em conta se comprar com uma empresa que faz essa linha regularmente, sem paradas. Inclusive, pode pegar um ônibus direto de Copacabana até Cusco. De qualquer forma, eu gostei dessa opção, pois a companhia faz algumas paradas, onde o guia explica mais sobre a cultura inca. Passamos e paramos nas seguintes cidades/povoados: Pukara, La Raya, Raqchi e Andahuaylillas.

Em Pukara, conhecemos a igreja e o museu local. Descobrimos que ali é a cidade na qual são feitos os touros de barro que se colocam em cima das casas de muitos peruanos. A tradição é ter dois pequenos touros no telhado para proteção e sorte. A única dúvida que fica é por que touros, se o país não é conhecido pela sua criação? De acordo com o guia, a explicação mais lógica é a influência espanhola, que veio com o fim do Império Inca.

Touro na coluna da igreja de Pukara

A paisagem que via pela janela do ônibus não era tão diferente das paisagens que temos aqui, no interior do Brasil, a única “sutil” diferença é a altura das montanhas. Os vales que atravessamos são compostos por montanhas bastante altas, que impressionam e te deixam com dor no pescoço, de tanto olhar para cima. Eu só pensava como seria chegar em Machu Picchu e ver toda aquela vista!

O frio e a altitude de La Raya

A viagem continuou em La Raya, ponto mais alto da viagem – 4.335 metros acima do nível do mar. Ali a temperatura era baixa e podíamos ver a neve das montanhas bem pertinho. Fizemos uma parada em uma espécie de comércio na beira da estrada, na verdade. Ficamos ali um pouco, tiramos algumas fotos e eu quase fiquei sem meus óculos! Essa mania de tirar os óculos para aparecer na foto, sabe? Então, havia colocado no bolso em um momento, e quando voltava para o ônibus vi que estava sem eles! Rolou um mini-desespero já que sem eles, eu sou mais uma míope com astigmatismo andando por aí. O pessoal da companhia de ônibus foi bem atencioso comigo. Eles até começaram a gritar “Gafas, gafas! Han perdido un par de gafas!”. Depois dessa mobilização, uma senhora veio ao meu encontro com os meus óculos nas mãos. Estava caído por ali. Agradeci horrores e voltei feliz para ônibus.

Eu, ainda com meu óculos no bolso

Estava sozinha e por acaso sentei ao lado de um homem que também viajava sozinho, ele era holandês e ficamos conversando durante a viagem. Ele havia ido ao Peru a convite de um amigo que estava correndo a Dakar Race. A intenção era que ele apenas o visitasse na chegada, em Lima, mas ele acabou decidindo tirar mais alguns dias e conhecer mais o país, inclusive Machu Picchu. Íamos fazer praticamente os mesmos roteiros (não tem muito do que escapar quando se vai a lugares turísticos como esses) e era provável que nos encontrássemos em outro momento – que foi o que aconteceu, por sinal.

Paramos para almoçar em um restaurante bonito, no meio da estrada. Houve apresentação de música peruana, ao vivo, para nós, turistas (mas é claro). Foi ótimo, com comida típica – carne de alpaca – e bebida típica – inka cola! Só aquele café depois do almoço que ficou difícil, né? O forte deles é o chá de coca mesmo. Durante o almoço, sentamos em uma mesa com mais duas turistas espanholas, uma era jornalista e a outra bancária. Muito simpáticas e falantes.

O próximo povoado que conhecemos foi Raqchi, famoso por ser o local do templo a Uiricochan Pachayachachi ou, simplesmente, Wiraqocha. De acordo com a cultura Inca, ele seria o deus maior, deus de todas as coisas: do sol, da lua, das nuvens, da chuva, dos homens, etc.

Templo de Wiraqocha

A parede que ainda resta da construção é impressionante. O guia ainda mostrou uma ilustração de como seria o templo, ainda construído.

Representação de como seria o templo

Andamos ainda pelos arredores do templo, entre casas e outras moradias, que ainda permanecem em pé.

Casa do povoado de Raqchi preservada

A última visita da viagem foi em Andahuaylillas, algo mais breve. Entramos na igreja principal, mais uma herança da colonização espanhola. Ali, não podíamos tirar fotos. Havia uma grande quantidade de espelhos e o guia nos explicou que a intenção era mostrar ao povo inca, que ali estavam suas almas e se eles quisessem se salvar, deveriam se converter ao catolicismo. Como eles não conheciam os espelhos, acreditavam. Pelo menos essa foi a explicação do guia. Na igreja também há uma imagem de Cristo com traços andinos, provavelmente para atrair a população, aproximá-la da religião que estava sendo inserida ali.

Igreja em Andahuaylillas

O dia estava quase no final, logo voltamos para o ônibus e seguimos direto para Cusco, nosso destino final. Nos despedimos dos companheiros de viagem que conhecemos no trajeto e cada um foi para o seu hostel.

Havia escolhido o Loki Hostel, mesmo lugar que fiquei em La Paz. Mas em Cusco, o hostel era bem melhor, com um único ponto negativo que era a rua de acesso, uma escadaria a la Ouro Preto (MG).

Eu, com o meu joelho já ferrado + mochila pesada + chuva forte que começou bem na hora que saí do taxi, fiquei um “pouco” acabada. Mas tudo bem, estava em Cusco, a um passinho de Machu Picchu. A expectativa só aumentava…

 


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Chegando na Bolívia!

25 01 2012

Era 4 de janeiro, quando embarquei para a Bolívia. Um pouco de apreensão para saber se a empresa de aviação Aerosur realmente existia, mas tudo ficou mais calmo quando localizei o guichê para o check-in.

Apesar de atrasar, o voo foi tranqüilo, cheguei em Santa Cruz de La Sierra, para a conexão, com um calor de 30°C, por volta das dez horas da noite. Sem muita explicação, tentei me localizar onde pegaria o outro avião para La Paz. No meio do caminho, ouvi “Ai, se eu te pego” duas vezes – em menos de 30 minutos em território boliviano (!). Uma previsão do que ainda ouviria pela viagem. Tomei um café com meio sanduba que vendiam ali na lanchonete. O café parecia com o de coador, estilo brasileiro mesmo, mas um pouco morno.

Aeroporto Santa Cruz de La Sierra

O vôo atrasou de novo, além de mudarem o portão de embarque no último minuto. Dessa vez, subiríamos bastante. De 400m de altitude para 4.100m (altitude do aeroporto de La Paz). Eu já esperava sentir algo, por causa dessa subida tão rápida, então já no avião comecei a me sentir estranha, mas no final das contas, só tive uma pequena dor de cabeça mesmo. Quando a porta do avião abriu, pude sentir os gélidos 6°C da capital mais alta do mundo.

Os taxis daqui não tem taxímetro, então o preço é sempre negociado antes de entrar e, normalmente, o valor é cobrado por pessoa. A corrida até o centro de La Paz, onde estava meu hostel, me saiu por 25 bolivianos – assim como para a senhora com quem rachei o taxi, que também ia para o centro.

Me registrei no Loki Hostel e fui logo para o meu quarto dormir, estava bem cansada. A cama era ótima com dois travesseiros e um belo de um edredom. Já no outro dia, com o mapa da cidade em mãos, fui dar uma rodada pelo centro para ver um pouco mais da cidade. Andei um quarteirão e já fiquei ofegante. As ruas em La Paz são, em sua quase maioria, subidas e descidas, junte isso ao fator altitude e você vai se sentir a maior das sedentárias.

Rua de La Paz

Fui até a Plaza Murillo para ver a Catedral, o Palácio Legislativo e o Palácio Presidencial, onde trabalha o presidente Evo Morales. Ali havia vários jornalistas e redes de TV, aparentemente eles sempre ficam por ali.

Plaza Murillo

Queria encontrar os museus da Rua Jaén e acabei me perdendo um pouco. Pude ver bastante da situação daquele que é considerado o país mais pobre da América Latina. O comércio informal das ruas do centro é a grande maioria. Com uma rápida andada, você pode ver dezenas de “cholas paceñas”, moradoras de La Paz, com o traje típico boliviano sentadas ao lado de uma barraquinha que se vende de tudo um pouco, às vezes comidas e bebidas, outras vezes pen drives, DVDs e livros.

Momento raro de pouco trânsito em La Paz

Depois encontrei a Rua Jaén, passei por cinco museus: Museo Constumbrista Juan de Vargas (que conta a história de La Paz através de miniaturas), Museo de Metales Preciosos, Museo Del Litoral Boliviano (meio chatinho), Museo Casa de Don Pedro Domingo Murillo (líder da revolução independente em La Paz de 1809) e Museo de Instrumentos Musicales de Bolívia (o MAIS divertido).

Antigas guitarras bolivianas

Entre guitarras feitas com casco de tartaruga, acordeons e tambores, o museu vai mostrando a história dos instrumentos na cidade. Do lado de fora, eles deixam alguns brinquedinhos para os visitantes se divertirem, olha só:

Depois que a fome bateu, fui em busca do almoço…o que não dava para ser em qualquer lugar. Optei por uma espécie de fast food local, que vendia pratos e lanches com frango. Os pollos fritos são super comuns por aqui. Normalmente, são pedaços ao estilo frango à passarinho, acompanhados com batatas fritas. Esse prato é chamado de pollo broaster. O que não é ruim, só não muito saudável. Escolhi umas tirinhas de frango, ao estilo nuggets com arroz, banana frita, batata frita e um molhinho picante feito com aji, que ainda hei de conseguir a receita. Tudo por 25 bolivianos ou R$7,40.

Almoço no Pollos Panchita

Fui até a rodoviária, comprar minha passagem para Copacabana (depois descobri que há várias opções de ônibus ao lado do cemitério, com preços melhores), pois era meu próximo destino. Para voltar para o centrinho, decidi pegar um micro-ônibus tradicional, porque eles eram LINDOS! Todos coloridos e cheios de gente. O motorista era um pouco mal-humorado, mas tudo bem, eu me diverti. Desci na Plaza Murillo e fui andando para o hostel, que era pertinho.

Micro-ônibus por fora

Micro-ônibus por dentro

Pela noite, conheci um grupo de argentinas e combinamos de sair no outro dia para explorar outras partes da cidade. Eu havia visto um parque no mapa e queria conhecê-lo. Ele fica entre os bairros de Miraflores e Sopocachi, os mais ricos de La Paz. Fomos caminhando e passamos pelo Paseo El Prado, uma das principais avenidas, que conta com várias lojas de sapatos, roupas, bancos, um cinema e restaurantes.

Paseo El Prado

No final das contas o Parque Urbano Central tinha pouco verde e mais pedras, sem contar com os largos degraus, mas era até que bem bonito. Sentamos por ali e fizemos um pic nic improvisado com um pouco de pão, maionese com atum e doritos. Foi o almoço do dia!

Enrolei mais um pouco e fui para a rodoviária, pegar o ônibus até Copacabana, cidade onde está o Lago Titicaca. Viagem de pouco mais de 5 horas que conto depois!

Vista de La Paz





Malas prontas!

3 01 2012

Depois de enrolar um pouquinho, consegui fechar minha mochila! Ela está com 12 quilos bem pesados. Já fiz o teste de andar pela casa com ela nas costas para ver se está com um peso aceitável, e acho que está bem carregável. Só pensei em tirar o protetor solar da necessaire, já que na previsão do tempo, tudo o que eu vejo é chuva e céu nublado. Chato, né? Mas janeiro é assim mesmo, já sabia disso antes.

Depois de mudar um pouquinho o roteiro, fechei os vinte dias dessa maneira, como coloquei aqui:

La Paz está quase como uma cidade de apoio, entre um passeio e outro, mas espero conseguir aproveitar bastante da cidade que, de acordo com o guia, tem várias coisas interessantes para ver e fazer.

Aqui no Google Maps, coloquei os pontos mais importantes, entre rodoviárias e hostels. Está um pouco incompleto, mas espero completá-lo melhor depois da viagem. De qualquer forma, se ajudar a alguém, compartilho aqui.

Bom, acho que é isso. A ansiedade tá começando a bater (!)

Antes de terminar, queria compartilhar o vídeo da Calle 13,  banda de Porto Rico, que fez essa música linda – assim como o clip. Em parte, posso dizer que foi por causa dele que empolguei ainda mais em fazer essa viagem para a América Latina.

Até lá!