O incrível mundo dos ônibus paulistanos.

20 03 2010

Viver em São Paulo há alguns anos e não ter, no mínimo, uma história curiosa para contar dos transportes públicos dessa cidade…é o mesmo que não morar em São Paulo – ou morar numa bolha, sei lá.

Entre inúmeros ônibus errados e ônibus certos (mas em sentidos errados) que já peguei nessa vida, houve também aqueles momentos mais tensos em que eu pensava “ – Mas isso só pode acontecer comigo!”. E talvez, só tenha acontecido mesmo.

Segue a listinha:

1- Uma manhã bonita com Sol, bom vento. Ônibus relativamente vazio. Eu escuto uma agradável trilha sonora na rádio. Tudo vai bem até que uma senhora com uma bolsa de mão, que antes só parecia ser uma passageira, se revelou uma vendedora. Continue lendo »

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Boas letras, melodias contagiantes, performance respeitável. Não tem erro.

4 03 2010

Existem muitas razões para assistir a um show ao vivo. Muitas outras mais para assistir a um show ao vivo num estádio de futebol. Independente de quais sejam elas, para mim, a principal é poder sentir o que o músico está sentindo ali no palco e ver como ele consegue se envolver com a sua música e passá-la adiante.

É muito notável quando uma banda chega a um estágio elevado de cumplicidade com seus integrantes e atinge uma intensidade única em suas músicas. Eles cantam, gritam, fecham os olhos e tocam como se aquela fosse a última vez. Isso vale para bandas e cantores de qualquer proporção. Pode ser em um show com os amigos da Seamus num domingo à noite num barzinho de esquina, em Pindamonhangaba, ou com os ingleses do Coldplay no estádio do Morumbi, em São Paulo, numa terça-feira.

Muitas vezes, gosto apenas de olhar e imaginar qual a sensação daqueles que estão do lado de lá. Já toquei algumas vezes por aí, mas nunca com esse grau de descontrole puro. Por isso que gosto de tentar perceber o que é sentido durante um show, como por exemplo do Coldplay, nessa semana. O que é estar à frente de uma platéia de cerca de 60 mil pessoas de um país que não é o seu, cantando músicas escritas por você, nas quais você acredita e se importa? Acho isso extremamente surreal. Emoção demais para uma pessoa só, eu não agüentaria, iria chorar horrores, certeza.

Enfim, achei o show muito bom, mas infelizmente o som para a arquibancada não foi bem o esperado. Abafado e um pouco baixo, prejudicou aqueles momentos em que você queria gritar mais alto que todo mundo e mesmo assim continuar não sendo ouvido, porque, afinal, você não canta tão bem assim. Quando “Fix You”, “Shiver”, “Lovers in Japan” e “The Scientist” tocaram, eram os momentos, sabe? Mas tudo bem, tentei não parecer uma louca, nem nada parecido…

É curioso como Chris Martin e sua turma conseguem conquistar as pessoas com quase nada de arrogância ou tiques a la rock star – o que para qualquer mortal com sotaque britânico já é um GRANDE feito. O vocalista falou algumas palavras em português, como de praxe, e sempre quando usava o inglês, pedia desculpas, mostrando certo desconforto, como se realmente quisesse ser entendido e falar a língua local. Não tem como não achar os caras, “Os caras”. E para completar, entregaram CDs grátis no final do show. Um lindo CD com capinha de borboleta, contendo 9 músicas ao vivo. Tudo o que você pensa é “COMO assim? Que muito legal tudo isso!”. E é mesmo.

Daí bate aquela vontade de você conseguir fazer isso um dia, chegar a esse nível, entende? É por essas e outras que não tem coisa melhor do que ir a um show e ter todas essas sensações te preenchendo a cada faixa tocada. Você sai renovada, os músicos saem renovados e a vontade é de querer ir para o próximo e sentir tudo isso de novo.

P.S. – No próximo, eu vou na pista. Ah, vou.





Terremoto no Chile – Mais depoimentos

1 03 2010

Segue mais um depoimento de outro colega nosso, o jornalista chileno Tebni Pino, a respeito do terremoto que atingiu o país, e que até o momento,  já matou mais de 700 pessoas.
– Onde você estava quando o terremoto começou? O que sentiu?
Estava no campo, numa casinha de madeira montada sobre paus de madeira, o que fez com que o barulho e o movimento se sentisse ainda mais forte. O mais impressionante é que, embora os chilenos tenhamos mais costume do que outros povos, nunca tinha estado numa situação parecida que atingisse mais do que 30 ou 40 segundos. Desta vez foram 2 terríveis minutos, com muita força, com a terra se mexendo, as árvores e a casa se movimentan do de um lado para outro… O qué senti, sem dúvida alguma “angústia” por náo poder controlar o que a natureza estava provocando. E medo, claro, mas medo pelos meus velhos pais, por seus corações (algumas arritmias próprias da idade) e pedindo para eles tiverem força e não acontecer nada.
– Você chegou a andar pelas ruas pela manhã? Como está a cidade e o centro antigo de Santiago? As pessoas andam pelas ruas?
As pessoas andam pelas ruas, com temor, mas concientes de que devem continuar a vida. No centro velho de Santiago muita casa foi ao chão, mas isso acontece geralmente. O drama maior, contudo, não está em Santiago, senão mais ao sul, no epicentro do terremoto que desta vez atimngiu 8,8 graus (num máximo de 19).