Mamãaaaanheee!

10 05 2009
A mais bacanona do universo maternal.

A mais bacanona do universo maternal.

Parabéns.

=)

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O objetivo é coletivo, mas a consciência é individual.

8 05 2009

Apesar de ninguém conseguir formular uma definição “definitiva” para essa tal de sustentabilidade, a ideia principal é bastante simples: preocupação com o meio ambiente para que as próximas gerações (caso ainda existam, depois da gripe suína) tenham um lugar bacana para viver.

Por trás da idéia aparentemente simples, segue uma série de conceitos, como bem disse a intelectual americana Danah Zohar, no II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade. Zohar falou um pouco de uma inteligência que não é medida nas escolas, muito menos através de um QI: é a inteligência espiritual. Que por sua vez, não está ligada à religião de cada um, como você pode estar pensando, mas sim, se refere àquilo que faz de você, você. Esse ser único e diferente de tudo que existe.

Como princípios da inteligência espiritual, temos as seguintes ações: ter compaixão, não apenas se importar com o outro, mas ser outro; praticar a humildade, porque afinal, o meu ponto de vista é apenas um ponto de vista; celebrar a diversidade, é ela que me acrescenta e que me faz evoluir; se levantar contra a multidão e não ter medo de apontar um novo caminho; reformular, mudar a perspectiva, enfim…

Esses dois dias de palestras me emocionaram e me mostraram visões novas e nada-óbvias sobre a capacidade de mudança do ser humano. Normalmente, em ambientes desse tipo o coffe break é um dos momentos mais animados do evento. Não nesse. A escolha, a dedo, de pessoas que tinham muito a acrescentar para as mesas de discussão, fez do Fórum um evento e tanto. Só para ter uma idéia de quem esteve por lá: a Monja Coen, o escritor Ferréz, o intelectual do Sri Lanka Mohan Munasinghe (prêmio Nobel da Paz 2007 e atual vice-presidente do IPCC), a ex-ministra do Meio Ambiente e atual senadora Marina Silva, o jornalista Washington Novaes, Ricardo Kotscho, André Trigueiro, entre outros.

O que chamou a minha atenção e acredito que de muita gente foi a atitude dos “Guerreiros sem armas”, vídeo que foi apresentado no último dia e mostrou que dá para simplesmente… mudar o mundo. Não é mais aquele “fazer para as pessoas” e sim, “fazer com as pessoas”. Jovens de diferentes partes do mundo que se juntam e vão fazer de um bairro, um lugar melhor – a partir do que a comunidade acha que é melhor para ela. Os Guerreiros agora tem um novo desafio é o “Oásis Santa Catarina”, um jogo virtual que vai levar equipes de jovens para fazer algo de concreto pelo Estado, que foi devastado pelas enchentes em novembro de 2008.

Acho que só dá para ter a dimensão do trabalho que esses Guerreiros fizeram em Santos, em 2007, assistindo ao vídeo que vou tentar colocar aqui. Ele não é longo, portanto, assista. Você vai entender o porquê da minha empolgação.

Os endereços estão todos linkados nesse texto, se informe um pouco mais sobre as iniciativas, porque melhor do que falar sobre o que precisa ser transformado é, de fato, transformar. Pretendo me inscrever no Oásis Santa Catarina, mas preciso de uma equipe de até 40 pessoas. Mais algum voluntário?





Vai. Com medo, mas vai.

3 05 2009

Nesse feriado superei medos e limites. A Corrida de Aventuras, organizada pelo grupo Te O Tsunaide, foi a segunda que participei e não será a última, com toda certeza. Foram dezenas de atividades que testaram todo o nosso preparo físico e mental.

Remei em uma represa, corri em trilhas e estradas, entre longas subidas e fundas descidas. E como se não fosse o suficiente, me encontrei no topo de uma árvore (de aproximadamente 20 metros), com todo o equipamento para descê-la de rapel, por volta da meia-noite do sábado. Tava escuro. Muita emoção para uma senhora pamonha, como eu.

A Corrida de verdade, com mapa de navegação e tudo mais, foi no sábado de manhã. E pra essa, eu tenho que dizer que achei que ia morrer. Ou desmaiar. Ou um seguido do outro, quem sabe. A equipe “Ao infinito e além”, eu e o Rodrigo, decidiu pelopercurso “PRO”, que consistia em 16 quilometros (a São Silvestre tem 15 km, tá?)  de trilhas em estradas de terra, outras mais fechadas na mata e uma passagem dentro do rio (BEM GELADO), com água até a cintura.

Durante o trajeto deu para pensar em uma série de coisas, como no que foi dito na noite anterior pelos organizadores; a vontade que eu tinha de fazer o melhor pelos meus amigos que não puderam ir, mas queriam muito; a dor que eu estava sentindo na perna, rim, útero, bacia e afins. E foi numa dessas que lembrei daquela maratonista das Olimpíadas de Los Angeles, de 1984, que só fui descobrir o nome agora, graças ao Google: a suíça Gabrielle Anderson. Ela chegou ao final da corrida, em último lugar, mas mesmo com todas as dores, cãimbras e cansaços, fez questão de terminar a prova, sem a ajuda de ninguém. E foi aplaudida de pé pelo esforço por um estádio inteiro. Vale à pena conferir as imagens.

Foi em tudo isso que pensei nos metros finais, quando já não tinha mais ar, pernas ou consciência. Tentava uns piques que vinham não-sei-de-onde para tentar ultrapassar os terceiros colocados. Mas já tinha atingido meu limite. Como Gabrielle, fiz questão de terminar, algo que só consegui com o apoio do Rodrigo, porque se estivesse sozinha, já tinha ficado na trilha há muitos quilômetros atrás. (Obrigada mesmo, viu?) Cruzamos a linha de chegada e chorei. Chorei de dor, de alegria e de alivio, por ter conseguido terminar a Corrida.

Aprendi  – pois estava aberta para isso – algumas coisas muito importantes nessa aventura de dois dias. Aprendi que força de vontade tem uma fonte, mas não é uma fonte real, concreta. Ela está dentro de cada um, é o espírito que você cultiva e alimenta da melhor maneira que encontrar. Seja acreditando em um Deus, seja acreditando no poder da natureza, seja acreditando nas pessoas e na forma que elas podem transformar a sua vida. Com esse espírito, você é capaz de resolver qualquer dificuldade.

Acredito que é importante estar aberto para o mundo. É importante sentir medo, e depois superá-lo. É  importante sentir dor e conseguir suportá-la com a sua fonte. Da mesma forma, que é importante ter pessoas boas do seu lado, que te inspiram e te fazem seguir em frente.

São momentos assim que me fazem perceber como eu gosto de ficar em contato direto com a natureza. Foram dois tênis, três pares de meia, uma calça, quatro blusas e um short que poderiam ser jogados no lixo, de tão sujos que ficaram. Mas se sujar faz bem, não? Como diria a propaganda.

Alheia a esse mundo, durante os 5 dias da semana, eu tenho que ficar, por volta de 6 horas, sentada em um prédio com várias janelas que não se abrem, respirando um ar condicionado e olhando para a tela de um computador para trabalhar. Tenho que pegar dois ônibus para ir e outros dois para voltar, enfrentando um trânsito que, em dias bons, toma 2 horas do meu dia. E sempre que eu olho para fora e vejo o vento que está lá, com aquele sol do final de tarde, penso que as coisas não deveriam ser assim. Mas são, cada vez mais são.

Por isso que toda chance que tenho de ir para o mato, não desperdiço: corro pegar o meu tênis mais velho e minha blusa mais fuleira e vou brincar de Mogli. Vou com medo. Mas vou.

Edu, corredor e organizador da Corrida, explicando o mapa.

Edu, corredor e organizador da Corrida, explicando o mapa.

Ps. Virada Cultural só amanhã. Hoje o tratamento intensivo é com banhos quentes e camas aconhegantes.

Ps2. Queria agradecer ao Armando, um amigo muito querido – e alface – , pela oportunidade que tive de conhecer (e rever) alguns de seus amigos maravilhosos, e me sentir muito bem entre eles.