A viagem latinoamericana em fotos e música

10 07 2014

Oi, gente,

Depois de muito tempo, finalmente consegui reunir algumas das imagens feitas durante a viagem para a Bolívia e o Peru e montar um pequeno vídeo com elas. Escolhi a música Latinoamérica da banda Calle 13. Essa banda de Porto Rico me emocionou muito com essa música. Sempre que a escuto ou vejo o maravilhoso clipe que fizeram, fico tocada. E não é exagero dizer que foi por causa desse vídeo que decidi ir viajar.

A minha intenção era fazer um pequeno resumo do que vi. Compartilho aqui com vocês!

Espero que gostem! =)

 

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Cusco, umbigo do mundo – parte 2

19 04 2012

11/jan

O que mais você vai encontrar em Cusco são agências de turismo oferecendo transporte para os sítios arqueológicos do Valle Sagrado. Os agentes de turismo – homens e mulheres de diversas idades – ficam na praça principal da cidade (Plaza de Armas) abordando todo e qualquer turista para oferecer pacotes de um dia, uma tarde e – claro – o passeio mais procurado por todos: Machu Picchu.

Se você não tiver uma indicação, não tem muito segredo: vá perguntando e tente achar o melhor preço e qualidade, na medida do possível. Eu escolhi um lugar pequeno que fica ao lado da catedral, se chama Ñustas Del Inka. O vendedor me pareceu confiável e o preço estava bom. O passeio foi para os sítios de Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero, com uma parada em uma feira de artesanato e o almoço em Urubamba. Tudo me saiu por 50 soles (25 do transporte + 25 do almoço). Partimos às 9h e voltamos às 19h.

Foi um passeio bacana, mas o guia não era nada espetacular. A impressão que deu era que ele ligava o piloto automático e ia falando sem parar sobre os Incas, as ruínas, o glorioso império e tudo mais, mas sem emoção nenhuma. Ok, essa é a rotina dele e sabe-se lá quantas vezes ele faz isso por semana. Até que é compreensível. Tirando o fator guia desmotivado e o almoço, que é a maior enganação – se puder, não pague adiantado, mesmo que o agente diga que na hora é mais caro, porque primeiro: não é mais caro e segundo: você pode tentar comprar algo melhor ao lado do lugar que vocês pararem para comer. Fica a dica.

Enfim, pegadinhas latinoamericanas a parte, acredito que a sensação de ver um sítio arqueológico Inca pela primeira vez é incrível. Apesar de já ter lido e visto algumas fotos, poder ver aquelas moradias, desenhos e funcionalidades agrícolas é realmente impressionante. Eu fiquei toda boba quando cheguei Pisaq (30km de Cusco). O dia estava lindo, quase sem nuvens, o que deixou o cenário ainda mais bonito.

Depois do almoço, a parada seguinte foi Ollantaytambo (97km de Cusco). Muitos turistas, já desembarcam ali mesmo e continuam seu caminho a Machu Picchu, já que é nessa cidade que você pega o trem para Aguas Calientes. O sítio de Ollantaytambo é também muito impressionante, principalmente pela inclinação – a quantidade de degraus que temos que subir é impressionante – e pelos templos feitos de pedras maciças que pesam toneladas e que vieram de montanhas próximas. Do alto, além do ventinho-maravilha, é possível ver na montanha à frente, o perfil de um Deus Inca esculpido na pedra. É lindo e um pouco difícil de acreditar que foi feito pelo homem. Muitas casas da cidade são da época do Império Inca e hoje são seus descendentes que moram ali. Demais, né?

Voltamos para a van que nos transportava, rumo a última parada do dia Chinchero (28km de Cusco), onde a grande atração é uma Igreja Católica construída sobre um templo Inca. Ali, também há uma parada estratégica para os turistas, na qual mulheres vestidas com roupas típicas peruanas – dentro de uma grande tenda que vende de tudo um pouco – demonstram como são feitas as malhas de lã de alpaca. Todo o processo: lavar, ferver, colorir e tecer. Aqui, de novo, elas ligam o piloto automático, o texto decorado, e é isso. Depois, todos podem ficar à vontade para comprar. Gostei menos dessa parte.

Em Chinchero, o por-do-Sol estava maravilhoso! O friozinho da altitude e aquele cenário encerraram bem o passeio, junto com uma porção de choclo bem quentinho. O milho branco e “gigante” é tradicional do Valle Sagrado e é uma delícia.

Começamos a voltar para Cusco. Na van, um músico local nos acompanhou cantando e tocando flauta + bumbo durante todo o trajeto. Difícil. Mas ele estava ali, honestamente, tentando viver de música…antes assim.

Já no hostel, a agência de turismo marcou um encontro com todos que iam para Machu Picchu no dia seguinte. Era mais para saber como iria funcionar o passeio, entregar nossos bilhetes de trem, entrada ao parque, essas coisas. Por coincidência, no grupo de seis pessoas, todos ali eram brasileiros, com exceção de um alemão.

O itinerário foi o seguinte:

Dia 1

9h – Todos na recepção para pegar o carro que nos levaria a Ollantaytambo.

11h – Chegada em Ollantaytambo.

13h – Trem de Ollantaytambo com destino a Aguas Calientes.

19h30 – Encontro com o guia no hostel para explicar o dia seguinte no parque. Dormir em Aguas Calientes.

Dia 2

6h – Partir para Machu Picchu. O ônibus leva 30 min até o parque. Passar o dia todo ali.

15h – Volta para o hostel em Aguas Calientes.

19h – Trem de Aguas Calientes para Ollantaytambo

20h45 – Chegada em Ollantaytambo. Ônibus nos leva de volta a Cusco

23h – Chegada em Cusco.

 

No próximo post , conto como foi! Até lá!





Cusco, umbigo do mundo – parte 1

19 04 2012

10/jan

Depois de Puno, Cusco foi a segunda cidade peruana que fiquei hospedada – e adorei. Hoje, com seus 300 mil habitantes, Cusco – ou Qosqo – sabe trabalhar bem com todo o tipo de turista. Desde aquele que vem para conhecer mais da cultura Inca, entre passeios diários ao Valle Sagrado ou aqueles que chega com destino certo a Machu Picchu.

A antiga capital do Império Inca era chamada de “umbigo do mundo” e ainda guardou muito da arquitetura, história e cultura tão bem criadas pelo seu povo, apesar dos colonizadores espanhóis.

Obviamente, que cheguei ali já pensando em Machu Picchu. Havia pesquisado muito pela internet, na tentativa de encontrar a melhor maneira de chegar até MP. Não havia ficado segura de ir por conta própria, então optei por fechar um pacote com a agência de turismo do hostel Loki, mesmo hostel que fiquei em La Paz. E foi a melhor coisa que fiz.

Bom, primeiro: foi o hostel mais legal que conheci na viagem. Organizado, limpo, equipe super bacana e prestativa e o bar mais animado das redondezas (!). Além de também servirem almoço e jantar, com bons preços, e ótima qualidade. Enfim, adorei. Na noite que cheguei estava rolando uma festa no bar, mas como não conhecia ninguém, acabei ficando pouco. Conversei com alguns brasileiros que estavam no mesmo ônibus Puno-Cusco que eu (curiosamente, encontrei com eles em mais vários outros momentos) e comecei a preparar meu próximo dia. Um dos caras do bar anunciou que, no dia seguinte, eles iriam a um dos orfanatos da cidade para que, quem tivesse o interesse, pudesse conhecer mais da situação local, brincar um pouco com as crianças, etc. Infelizmente, essa visita acabou não rolando por alguma confusão com o transporte que nos levaria até lá.

Bom, com as mudanças de planos, resolvi começar a andar pela cidade. De acordo com meu guia, e com algumas indicações de amigos que já haviam ido para Cusco, era ideal comprar o tal do boleto turístico (vendido na prefeitura), para me dar direito a entrar em diversos sítios arqueológicos do Valle Sagrado + museus e outros pontos turísticos por nove dias. Realmente, vale a pena comprá-lo (130 soles – algo em torno de R$90). Pode parecer caro, mas no fim, é mais vantajoso, porque uma vez que você está ali, vai acabar querendo conhecer esses lugares e se optasse por comprar as entradas, em separado, sairia mais caro. Lógico, né?

O centro de Cusco se concentra na Plaza de Armas, onde estão a famosa Catedral, de 1556 (que você paga para entrar, mas se for – discretamente – entre 6h e 8h da manhã, horário reservado para a missa, não pagará; foi o que fiz) e a Igreja Sagrada Família, de 1733. Na catedral, você poderá ver a curiosa “Última ceia”, pintada pelo pintor peruano Marcos Zapata, que dá um toque regional para o quadro ao acrescentar alimentos como milho e  mamão na ceia de Jesus e companhia. Há também a escultura de um Jesus Cristo negro, “El señor de los Temblores”. Muito bacana.

Fui até o templo Qorikancha – Templo do Sol (atual Convento de Santo Domingo), para conhecer um pouco mais da cultural inca. Peguei carona em vários guias que iam explicando para grupos escolares e turistas as principais características da arquitetura, agricultura e adoração aos deuses na época do Império Inca.

Os incas acreditavam que existia um deus maior que o Sol e que a Lua. Nunca o viram, por isso não sabiam bem como representá-lo, entretanto confiavam em sua existência. Seu nome é um pouco complicado: Uiricochan Pachayachachi – ou simplesmente – Wiraqocha. Seu templo ficava em Raqchi, cidade que estive antes de chegar em Cusco.

Caminhei mais um pouco e fiz uma parada estratégica na farmácia para comprar antiflamatório. Meu joelho doía e não era brincadeira. Confiei na indicação da farmacêutica e achei curioso saber que poderia comprar os comprimidos avulsos. De qualquer forma, comprei a cartela inteira, já que precisaria tomar por mais de um dia. Depois aproveitei e comprei um bastão de caminhada, meu amigo inseparável dos próximos dias até Machu Picchu.

Chegou a hora do almoço e parei em um pequeno restaurante, super simples, no qual pude comer o tradicional pollo com papas fritas, acompanhada de uma Inka Cola bem gelada e amarela. Tudo isso por 13 soles. Os correios ficavam bem em frente e já aproveitei para comprar alguns postais e mandar para a família e alguns amigos – era aniversário da minha mãe nesse dia!

Depois do almoço, passei pelo Museu Histórico Regional, muito interessante, por sinal! Tirei foto dessa frase do Mario Vargas Llosa, que achei muito linda:

O dia estava quase acabando e depois de passar por um grupo de músicos que tocavam na rua (veja o vídeo aqui), acho que eram estrangeiros, estava seca por um café. Claro, o forte aqui é o chá, quase não tomei café na viagem! Mas nesse lugar que encontrei, o café era dos bons. Ainda pedi um bolo de chocolate com doce de leite para acompanhar e fui surpreendida quando ele veio quentinho e com duas bolas de sorvete de creme. Pronto, tava feliz da vida. Se não me engano, o nome do lugar era Café del Inka.