A vida no feriado.

24 04 2011

O aguardado feriado de Páscoa veio acompanhado de uma listinha de afazeres, porque é claro que você decide colocar a desordem da sua vida – bagunçada nos últimos vários meses – na mais perfeita ordem em apenas alguns dias. São coisas para comprar, arquivos para arrumar, contatos para fazer, contas para pagar, presentes para entregar. Quando a gente vai ver, o feriado já passou e a sua lista, pouco diminuiu. Claro que não foi só culpa minha, ok?

Tenho que dizer que levei longas 6 (s-e-i-s) horas para sair da capital e ir para a terrinha. Um trajeto de 150 km, que em dias bons, me custam 2 horas de carro, em média. E esse, definitivamente não foi um dia bom. Já aí foi-se uma manhã e parte da tarde, com direito a almoço dentro do carro, mediante a lanchinhos disponibilizados pelas simpáticas moças do pedágio – nada como as ações publicitárias, não é mesmo?

Depois de conseguir chegar em casa, alguns outros eventos aniversarísticos e confraternizantes me desviaram da lista de afazeres. Ah, só para constar: um dos itens da lista era comprar um porta-tempero para a cozinha aqui do apartamento. O que parecia ser uma tarefa fácil, me fez rodar todo o centro pindamonhangabense em vão. Nada me agradava, quando conseguia encontrar o tal item. Poxa, não se fabricam mais porta-temperos como antigamente? Aqueles bacanas, de vidro, que podem ser pendurados na parede, que são de um tamanho considerável e vem em um kit de seis ou mais peças? Bom, vou ter que continuar com essa busca, assim como começarei a procurar uma estante de livros. Espero que tenha mais sorte – aceito dicas. Força, time.

Esse ano, o feriado de Páscoa acabou sem parecer muito com um feriado de Páscoa. Acho que foi porque não me importei em ganhar, nem em entregar, ovos de chocolate para ninguém – apesar de ter comido bastante do tal cacau com açúcar. E também não houve um grande almoço de domingo em casa, como de costume. Sinal dos tempos?

Enfim, com a volta antecipada para a capital, em função do medo do trânsito que não te permite sair da terceira marcha, resolvi passar – finalmente – pela Pinacoteca. Muitos anos morando em São Paulo e sem nunca ter entrado naquele prédio…eu nem tento arranjar desculpas.

A dica é ver a exposição do fotógrafo russo Aleksandr Ródtchenko (1891-1956). Entre as fotomontagens e a busca pelos diferentes ângulos, Ródtchenko fez história na fotografia e no pensar sobre ela:

“Não minta! Fotografe e seja fotografado! Cristalize o homem não pelo retrato ‘sintético’, mas de vários instantâneos feitos em momento e condições diferentes. Preze tudo o que é real e contemporâneo. E seremos seres humanos reais, não de brincadeira.” (Aleksandr Ródtchenko em Contra o retrato sintético em prol do instantâneo, 1928)

Pioneiro com corneta. Ródtchenko, 1930.

A exposição está nos últimos dias! Fica até 1º de maio na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

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