O incrível mundo dos ônibus paulistanos.

20 03 2010

Viver em São Paulo há alguns anos e não ter, no mínimo, uma história curiosa para contar dos transportes públicos dessa cidade…é o mesmo que não morar em São Paulo – ou morar numa bolha, sei lá.

Entre inúmeros ônibus errados e ônibus certos (mas em sentidos errados) que já peguei nessa vida, houve também aqueles momentos mais tensos em que eu pensava “ – Mas isso só pode acontecer comigo!”. E talvez, só tenha acontecido mesmo.

Segue a listinha:

1- Uma manhã bonita com Sol, bom vento. Ônibus relativamente vazio. Eu escuto uma agradável trilha sonora na rádio. Tudo vai bem até que uma senhora com uma bolsa de mão, que antes só parecia ser uma passageira, se revelou uma vendedora. Leia o resto deste post »





Bond. James Bond.

1 03 2009

A gente sabe muito de uma pessoa pelo sobrenome. Mentira.

De qualquer maneira, existem sobrenomes bem marcantes e que fazem uma bela diferença em algumas situações. Por exemplo, eu gosto bastante de alguns dos meus amigos: Germano, Coelho, Dalesandro,…Pois bem, após completar os meus 21 anos no último mês, resolvi utilizar outro dos meus 345 sobrenomes. Antes, era Braga. Agora é Pastorelli.

Não sei ao certo o que isso vai mudar na minha vida – provavelmente nada. Mas, de uns tempos para cá, venho achando que ele tem mais potencial do que o anterior. E como posso me dar ao luxo de escolher como assinar matérias, blogs, cartões de aniversário e essas coisas, decidi tentar com esse.

Sei que a história é mais ou menos essa: o sobrenome original era Pastorello. Contudo, ao chegar no Brasil, meus antepassados passaram por um escrivão que: a) escreveu a pronuncia errada, porque outros idiomas são difíceis de se reproduzir “ipsis literis”. b) achou melhor terminar com i ao invés de o. Ficaria mais sonoro. Vai entender.

Ainda descubro a verdadeira história.

O fato é que agora sou Pastorelli. Camila Pastorelli.





Suas histórias num museu?

18 09 2008

Pessoas gostam de ouvir histórias de outras pessoas.

Esse é um sentimento quase que universal, e ouvimos bastante na faculdade que, ao escrever uma matéria, você deve se focar nas pessoas e em o que elas estão falando.

Foi em função de um trabalho na mesma faculdade, que não sei porque-raios me lembrei do site Museu da Pessoa. Até já havia ouvido falar sobre a proposta, mas nunca tinha ido mais a fundo para saber exatamente o que o pessoal de lá faz. Bom, agora que já dei uma boa navegada pelo portal, posso dizer que me encantei.

A idéia é simples: Deixar um canal aberto para que qualquer pessoa conte a sua história. E para isso há diversas formas: áudio, texto, fotos e vídeo. Sim, você pode marcar um horário com o Museu e agendar o seu depoimento. Será feita uma entrevista com dois pesquisadores, e a partir daí é só começar a falar. Ao final, você ganha um dvd com o seu relato e parte da entrevista é colocada no site, como foi a da Dona Neuza, que eu encontrei aqui no Youtube – mas também tem na página deles.

Devo confessar que me senti tentada a marcar um horário no Museu, sabia? Na verdade, pensei primeiro em falar para o meu pai ir contar um pouco da história dele, da família – ele gosta bastante dessas coisas. Mas acho que vou acabar indo junto – e acho que você devia pensar no assunto também, por que não?

Contar histórias não chega a ser uma arte, talvez a arte esteja em saber ouvir e se encantar com elas. Acredito que uma iniciativa como essa ajuda a quebrar certas distorções que o nosso mundinho-sem-pé-nem-cabeça criou e que hoje ataca com mais força do que nunca: a banalização do homem. É aquele papo, que já comentei aqui, que uma morte não incomoda mais, só acima as acimas de cem, quinhentos,…. Talvez se a gente se preocupasse em conhecer mais a vida da outra pessoa, ela não parecesse tão massa-disforme do nosso lado.

Se tiver um tempinho, passe pelo site e ouça, veja ou leia algumas histórias, como a da Suely Montenegro, que nasceu em São Paulo, em 1954, e fabricava seus próprios brinquedos com barro, madeira e mato: “Fazíamos panelinhas, mesas, cadeiras e tantas coisas que hoje penso como deve ser sem graça pegar os brinquedos prontos e não inventar nada. Creio que seja por isso que hoje as crianças ficam tanto tempo no computador.”

Para saber mais do projeto Museu da Pessoa, vale à pena conferir o artigo da Karen Worcman.