Os Hermanos e o Fim do Ano.

31 12 2008

                                  

 

Ganhei o DVD Multishow Registro com – até o momento – último show dos Los Hermanos, gravado no dia 9 de junho de 2007. E para uma fã como eu, que acredita que a banda ainda vai voltar num amanhã próximo, devo comentar a apresentação de Marcelo Camelo no vídeo que dá a nítida impressão que realmente aquele momento foi o último show com o grupo. O vocalista estava gritando, berrando, como se estivesse na platéia e não no palco, como se quisesse aproveitar ao máximo cada música, cada reposta do público e cada emoção como um integrante do Los Hermanos. Até fez diversas dancinhas a la Amarante, entretanto sem muito sucesso.

 

Mas ainda como fã que sou, o DVD é uma compilação das melhores músicas dos quatro álbuns já realizados por eles, e poder ver ao vivo sucessos do primeiro CD como Azedume e Tenha Dó é algo para se guardar. Fico com saudade dos únicos dois shows que pude ver da turnê do disco 4. E também pude concluir que as duas melhores músicas para se ver ao vivo são Condicional e Último Romance. Definitivamente. Dá uma vontade incontrolável de estar no lugar deles tocando.

 

Eu cheguei a ouvir um pedaço do CD desse mesmo show e a impressão que dá é que o som é bem pior do que o DVD, será que é verdade? No CD só se ouve o público cantando junto, já no DVD o áudio da banda é mais presente. De qualquer forma, poder ver as imagens plus áudio é sempre mais negócio.

 

Enfim, pensei que ia fazer um post-balanço-do-ano-2008, mas acho um pouco batido e desnecessário, já que eu nunca consigo lembrar de tudo que me aconteceu. Só sei que a partir de amanhã esse post vai estar gramaticamente desatualizado. O que é uma pena. A remoção de tremas, acentos diferenciais e hífens tira um pouco da amplitude e da elegância da nossa língua. Eu adoro poder escrever que eles têm, mas que ele tem; e que eu tive uma idéia, e não uma idea. Enfim, só tenho pena realmente de que está na fase de prestar vestibular. Confusão maior não poderá haver. Boa sorte, garotos.

 

Para você que fica aí, aquele abraço apertado e a gente se vê quando o calendário mudar, ok?

 

Ah! E para os órfãos de Los Hermanos, não vão se afundar em mágoas com o novo CD do Camelo, mas se deixem conquistar pelo novo trabalho do Amarante com o Little Joy, ficou bacana, olha só:

Anúncios




E o Natal está chegando. Are you ready?

21 12 2008

Foto por Camila Braga

Ontem fiz algo que requer muita coragem, determinação e força de vontade: compras natalinas no centro da cidade – Taubaté, no caso. Ok, essa é aquela época do ano na qual as pessoas são amáveis, generosas e educadas, certo? Bom, acho que não.

Você sabe o que é ver todas as lojas lotadas de gente? Para onde quer que você olhe: pessoas e sacolas.  E o mais engraçado é que as pessoas esperam que o atendimento dos lojistas será rápido, exclusivo e organizado. E elas ficam ligeiramente rancorosas quando isso não dá certo. Uma dica: Quer sossego e tranqüilidade nas compras de final de ano, vá comprar na Daslu. Ou pela internet. Ou ainda melhor, faça o seu presente! Isso mesmo! Quer algo mais exclusivo e pessoal do que isso? Não precisa ser talentoso não….se eu consigo, poxa!

Depois alguns amigos me repreendem quando falo do meu sutil mal-humor nessa época do ano. Até apareceu no Jornal Hoje, uma matéria a respeito do estresse que algumas pessoas enfrentam no mês de dezembro. Nada mais natural quando você descobre que não é o Papai Noel que vai trazer os presentes para todos os seus parentes e amigos.

Você consegue se lembrar de quando descobriu que Papai Noel não existia? (Espero que não tenha crianças lendo esse blog) Eu lembro que não foi nada agradável. Um amiguinho da escola que falou – vou preservar sua identidade para o seu próprio bem -, mas é lógico que não acreditei. Naquela época, acho que tinha uns 8 anos, quase todo mundo da minha idade já sabia que não havia bom velinho coisa nenhuma. Depois que esse colega me disse isso, fui questionar com meus pais, só pra eles confirmarem que realmente o que eu havia ouvido era a maior besteira, para eu ficar tranquila, ano que vem tem mais renas, duendes e essas coisas. Ledo engano. Fui eu toda feliz comentar a feliz coincidência do papel de presente (do Senninha, por sinal) do embrulho que o Papai Noel me trouxe ser igual ao que a minha mãe vendia em sua papelaria. 

Bom, a partir daí a verdade veio à tona, e eu tinha a completa certeza que meus Natais seguintes seriam tão sem graça como qualquer outra data. Mas os anos foram passando e até que eles foram bacanas. Só que daí a gente cresce mais um pouco e vê que essas datas de conclusão de ciclo e renovação são superestimadas. E eu só quero que 2009 apareça logo no meu calendário.





Coisa de criança: A minha calça rasgada

15 12 2008

eu-e-jubas1

A história é a seguinte, você conta um causo da sua infância perdida e convida mais dois blogueiros para fazer o mesmo. Quem me fez o convite foi o Felipe, e agora eu passo a bola para a Karla e para o Corona.

Ok, começamos com a pequena Camila e seus 8, 9 anos na nostágilca escolinha Pequeno Construtor, em Pindamonhangaba. Era um recreio como todos os outros, estava eu lá linda, sorridente e formosa brincando no parquinho – diga-se de passagem com uma super variedade de divertimentos, com balancinho, gira-gira, escorregador, gangorra e o bom e velho terrão com pedrinhas. Escolhi ir até o gira-gira, ver como andava aquele brinquedo tão bacana. Eis que quem estava a girar o tal do gira-gira era o meu querido colega Etevaldo Rodrigues (eu me lembro do nome do colega, mas ele foi modificado para preservar a identidade do mesmo), o detalhe era que ele dominava o brinquedo, mas não havia ninguém sentado nele. Ele apenas rodava e rodava o gira-gira vazio.

Ok, a pequena Camila decide que vai subir no dito cujo em movimento, mesmo assim. Lembrando que era um dia frio e eu estava com o meu uniforme azul claro de segunda mão (irmã caçula tem dessas) e que ele não era o top de resistência dos uniformes. Então, foi assim, eu criei coragem, tomei impulso e pulei no gira-gira, mas não contava com o pequeno prego sobressalente que se encontrava bem rente ao assento. O pequeno prego foi o responsável por fazer um belo rasgão na minha nádega esquerda – naquele tempo, chamada, carinhosamente de “poupança”.

Fiquei sem reação! “Ai, Meu Deus! E agora, eu aqui no meio do parquinho, recebendo o maior ventinho na minha poupança! O que faço?” Fui até a tia Elaine, minha professora e contei o meu draminha, com a mão firme no rasgo, para ninguém ver mais do que o necessário. Ela com um sorriso compreensivo, pegou um rolo de fita crepe e foi comigo até o banheiro. É isso mesmo que você está pensando: Ela pegou a calça do avesso e colou com a fita – quer remendo mais imediato? Fiquei toda feliz, porque não teria que voltar do recreio para a sala de aula com essa nova moda, meio rebelde, meio funkeira – acho que não seria bem aceita, de qualquer maneira, pela turminha da quarta série.

Enfim, a lembrança mais forte que tenho desse dia é a sensação incômoda da fita crepe na minha “poupança”, e eu tentando disfarçar, discretamente, para descolá-la um pouco de mim. Só queria ir para casa e tirar logo o meu uniforme-azul-claro-remendado-de-fita-crepe. Mas só pra deixar registrado…Tia Elaine: Valeu!

ca-e-ju-com-papai-noel

eu-e-mae





A não-magia do Natal

12 12 2008

Divulgaçao

 

Ninguém é feliz em Feliz Natal. Talvez só as crianças, mas elas ainda são muito novas para perceber qualquer coisa, ou simplesmente não tiveram tempo suficiente para conhecer os detalhes da vida familiar.

O filme de Selton Mello traz o lado b das reuniões natalinas em família, aquele lado que a gente não gosta de mostrar para os outros – aquele lado que não parece um comercial de margarina.

Eu poderia viver sem o final do ano. Se o ser-humano não precisasse tanto encerrar e iniciar ciclos….Mas isso não é assunto para ser tratado aqui.

Feliz Natal. O filme mais natalino dos últimos tempos – mas se você gosta dessa época do ano, deixe para assistir no carnaval ou na páscoa, sei lá.





Que você não se esqueça de mim.

6 12 2008

Camila Braga

Até onde você vai para permanecer na mente de alguém? Por ditado popular convencionou-se que antes de morrer você deve escrever uma árvore, plantar um filho e ter um livro – não necessariamente nessa mesma ordem, mas acho que deu para ter uma idéia. A tentativa de produzirmos bens que amplifiquem nossa própria existência é algo tentador. Será que é possível atingir meios eficazes para não se passar despercebido pelo mundo?

Claro que as opções são infinitas – e que ninguém desconfie das peripércias da mente humana! Como bem sabemos, tem gente por aí que opta por medidas bem mais extremas, por assim dizer, para poder alcançar o objetivo do não-esquecimento, como por exemplo assassinar alguma personalidade mundial. História que aconteceu com Mark Chapman, o norte-americano que, por conta de matar o beatle John Lennon, hoje tem uma descrição no Wikipédia e um filme-documentário que conta sobre sua façanha, The Killing of John Lennon” (Inglaterra, 2006). “Eu era ninguém até que matei o maior alguém da Terra.” Chapman foi condenado à prisão perpétua. Eternidade finalmente alcançada?

Em terrenos menos dramáticos, encontramos no esporte atletas que buscam a superação a cada novo recorde quebrado, numa espécie de ciclo vicioso. Nas Olimpíadas de Pequim 2008, o nome do nadador Michael Phelps ficou mais do que conhecido, em função da impressionante conquista de suas oito medalhas de ouro. A pergunta é: a rígida rotina de trabalho e os desgastantes treinos têm como objetivo “apenas” uma conquista pessoal, ou seria uma forma de se perpetuar no imaginário coletivo do esporte e das pessoas?

A partir de uma certa idade, o reconhecimento e o orgulho da mamãe parecem não ser mais suficientes; é aí que se corre atrás de fazer algo para que o mundo – ou pelo menos o mundo que não englobe a sua família – saiba que você passou por ele, e que a sua marca foi deixada ali. Se não for possível conseguir por um feito seu, também vale um caminho alternativo, como tentou o nadador sérvio Milorad Cervic, ao disputar uma final com o norte-americano: “Seria bom para o esporte se Phelps perdesse uma prova”. Um pouco menos honrado, mas nada mais lógico, se você não consegue fazer seu nome como um destruidor de conquistas, pelo menos, seja aquele que freia mais uma vitória – e seja conhecido por isso (lembra do ex-padre irlandês que atacou o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, nas Olimpíadas de Atenas? Claro que lembra!). Um pouco anti-herói. Só um pouco.

Sentimento parecido deve ter sentido Andrada, o goleiro argentino do Vasco que estava cara-a-cara com Pelé, na hora que o Rei bateu o pênalti e completou seu milésimo gol. Se Andrada tivesse segurado aquela bola, em pleno Maracanã, seu nome iria entrar para a história como o goleiro que impediu o gol de número mil do Rei do Futebol.

Como adoramos classificar e nomear todo e qualquer evento, acontecimento ou situação, se você, meu caro, tende a sentir um certo friozinho na barriga só de pensar na idéia de ser esquecido ou ignorado, saiba que há um nome para tal pensamento: atazagorafobia. Se agorafobia pode ser entendida como uma certa ansiedade em determinados lugares e situações, com a junção do sufixo “ataza” concluímos que, ao atazanarmos tudo e todos que vemos pela frente, encontramos uma maneira de estarmos presentes e não ficarmos sozinhos, ansiosos e esquecidos. O ser-humano é realmente uma engenhoca brilhante, não?





Natureza e Fotografia: Uma mistura que vale à pena.

1 12 2008

Correria não é desculpa, mas é o que eu posso argumentar sobre o breve sumiço que me ocorreu durante essas semanas. Tantas coisas que aconteceram no mundo, tantas coisas para contar e outras tantas para tentar não esquecer (ainda vou fazer o texto da minha infância, Felipe!). Agora os Estados Unidos têm um presidente negro; eu, uma irmã médica e um carimbo no passaporte e o Marcelo Camelo, a Mallu Magalhães. Uau! A retrospectiva 2008 vai ser interessante.

Nesse último domingo e no próximo estarei fotografando alguns pontos de água de Pindamonhangaba. O concurso “Click Água” reuniu pessoas de diferentes faixas etárias para registrar o bem natural mais abundante da cidade. Serão escolhidas 40 fotos que depois farão parte de totens espalhados pelos lugares fotografados. Independente da premiação, o bacana mesmo é ir com um grupo e sair apontando a câmera para o que chamar a atenção dos olhos. No próximo domingo estaremos na Reserva Ecológica do Trabijú. Espero que o dia esteja bom.

Lugares nunca antes visitados e outros já conhecidos podem ganhar novas interpretações, a partir dos mais de 90 olhares que estão empenhados em mostrar um pouquinho de si mesmos nas fotografias. Afinal, um retrato não é um recorte do real, mas sim, uma visão particular para algo que está ao alcance da visão. A beleza da arte está aí.

Camila Braga

Balanço geral da saída fotográfica do último domingo (Trilha e cachoeira nos arredores da Usina Isabel):

Um inseto engolido; Três picadas de borrachudo (em cada perna); Dores musculares; Tênis e roupas enlameadas; Histórias para contar e guardar. E é por isso que vale à pena.