As escolhas.

16 02 2011

Há algum tempo, tive a oportunidade de assistir a uma palestra da – até então – senadora Marina Silva, em São Paulo. Logo que chegou, começou a falar de como estava feliz em estar ali, de ter tido a oportunidade de escolher estar onde estava naquele dia. Isso porque antes de ter optado por estar ali, disse Marina, alguém havia escolhido isso por ela.

A ideia por trás disso, que achei muito bonita por sinal, é que: para estarmos onde estamos hoje, tivemos que nos deixar submeter a escolhas anteriores a essas, independentes de nossa vontade. A escola em que estudamos influenciou nos amigos que tivemos, que por sua vez influenciou no nosso modo de pensar, que nos fez optar por essa ou aquela outra profissão – ou que nos gerou mais dúvidas que certezas – e assim por diante.

O ponto é que alguém teve que escolher uma escola para você, e muito antes disso tudo, alguém teve que escolher se você viria para o mundo ou não. Só depois dessa pequena jornada, é que você tem a chance de escolher alguma coisa.

E pensando nisso, nesse momento em que completo mais um ano de vida, fico muito feliz com o que escolhi e com o que me foi escolhido. Conheci muitas pessoas; fiz ótimas amizades; fui parar em inúmeras roubadas – pessoais e profissionais –; vi, ouvi e falei uma série de bobagens e também algumas outras mais aproveitáveis; tive a oportunidade de ir para um caminho, quando muitos foram para outro, porque tinha suporte e apoio familiar para isso. E hoje, estou bem próxima de onde pensava em estar, com essa idade toda (!).

Acho que tá bom, não?

Caso você tenha a chance, pense um pouquinho sobre isso, veja onde está hoje e tente se lembrar como foi parar aí. E quem sabe assim, começar prestar atenção à sua volta e agradecer quem merece. Já pensou?

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