Aventuras na Catalunha – parte 2

12 09 2010

Depois de rodar pelas pequenas cidades catalãs, chegamos na famosa Barcelona, com cerca de 1,6 milhões de habitantes, mundialmente, conhecida por ser a terra do arquiteto modernista Antoni Gaudí (1852-1926).

O hostel escolhido, Palau Albergue, parecia não estar no mapa. Demoramos horrores para encontrá-lo entre as pequenas ruas do bairro gótico. Quando finalmente achamos o tal do hostel, veio a decepção. De “palácio”, o lugar só tinha o nome. E para quem tinha acabado de sair de um dos melhores albergues da Espanha, foi um grande choque. Quartos mal cuidados e café da manhã fraquíssimo – nem tinha pão! Só umas bolachinhas. Enfim, uma mudança brusca de acomodação, mas paciência.

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Aventuras na Catalunha – parte 1

14 08 2010

1. Girona

A viagem começa por Girona, cidade com construções medievais, com pouco mais de 95 mil habitantes. Aqui a dica é: mesmo que a cidade, a princípio, não tenha grandes atrações que justifiquem uma passadela, você deve dar um pulo em Girona. Primeiro, porque tem um dos melhores – para não dizer o melhor – hostels da Espanha. Isso eu pude descobri graças ao meu guia e depois, na prática.

Atendentes educados e atenciosos, quartos espaçosos, arrumados, limpos, ambiente mais do que agradável e café da manhã, praticamente, de hotel. Tudo isso com um preço super bacanão, para mochileiros mesmo. Anote aí: Albergue Juvenil Cerveri de Girona.

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Na terra de César Augusto.

12 05 2010

E eis que era primeiro de maio e resolvemos ir para Zaragoza (nome de origem latina da época da dominação romana na região, significa César Augusto). Logroño tinha um tempo horrível na noite anterior e pensamos que também íamos pegar a mesma situação na cidade que fica dentro de Aragón (comunidade autônoma, assim como La Rioja). Muito pelo contrário, o tempo tava ótimo com sol e vento na medida certa.

Estavamos em 4 brasileiras e é visível como já entramos no ritmo de conhecer as cidades vizinhas. Sempre quando chegamos em uma rodoviaria nova, procuramos o ponto de informação e sacamos um mapa. Continue lendo »





Os verbos, as cidades e a primavera.

20 04 2010

A lingua espanhola é muito parecida com a portuguesa. Com certeza, isso é verdade, mas por outro lado, as semelhanças podem ser traiçoeiras, pois te confundem um bocado. As aulas aquí estao um pouquinho mais complicadas por conta disso, se você se lembra de como eram bacanas as conjugaçoes verbais da escola….pode imaginar em espanhol: pretérito perfeito, imperfeito, mais-que-perfeito…e eles vêm de todos os lados, de indicativos a subjuntivos! Maravilha, né? Mas nao tem muito jeito, é sentar e estudar até que isso fique claro.

E por falar em aulas, ontem começaram as classes de gastronomia. As melhores até agora, com certeza! O professor é o simpático Paco, que nao cursou a universidade de gastronomia, o que para mim é um ponto super positivo, já que ele faz isso por prazer. Trabalhava num banco e tinha a cozinha como hobby, depois que se aposentou, passou a trabalhar só com isso. Hoje, ensina outros chefs e participa de concursos gastronômicos pelo mundo.

Aprendemos três pratos: dois salgados (chorizo com batatas e lombo de porco com pimentoes) e um doce (uma sobremesa de pêra com vinho, canela e açucar). E depois de duas semanas, finalmente descobri que cerdo é porco, e nao cervo… “boa, Camila!”. Enfim, depois de tudo pronto, juntamos as mesas e comemos, claro! Tudo estava muito gostoso e espero me lembrar de como fazer depois no Brasil. Hoje tivemos mais uma aula e aprendemos a fazer a famosa paella! huhu

Nesse domingo, algumas brasileiras, uma mexicana e eu fomos visitar a cidade de Burgos, que também está na rota do Caminho do Santiago e fica a umas duas horas de ônibus de Logroño. Apesar do tempo instável (chuva, sol, chuva, sol…) conseguimos caminhar bastante e conhecer a cidade que é uma coisa linda. Entre prédios históricos, um castelo e uma catedral, tirei uma cententa de fotos.

Acredito que a catedral seja o ponto mais conhecido da regiao, além de ser tombada pelo Patrimônio Histórico da Humanidade, a construçao data do século XIII e é GIGANTE. Se eu já achava a Basílica de Aparecida grandiosa ou o Mosteiro de Sao Bento, em Sao Paulo, maravilhoso…nao sei como classificar a Catedral de Santa Maria de Burgos. Cada vez mais vejo que nao sei de nada mesmo…e já me disseram que quando eu for para o Vaticano, aí sim vou ficar impressionada.

Burgos: cenário de filme

De qualquer maneira, sempre tenho um sentimento duplo quando vejo essas construçoes religiosas. Para mim é tudo muito exagerado e ostensivo para um lugar, onde, em tese, deveria ser mais voltado para o lado espiritual do que material. É tudo tao grande e tao rico em detalhes que a sensaçao que dá, para quem esta ali, é de opressao. Você se sente pequeno e insignificante perto de tudo aquilo – talvez, seja exatamente esse o propósito.

Religiao à parte, a construçao é absurdamente linda, de te deixar de pescoço dolorido de tanto olhar para cima. O local passou por algumas restauraçoes ao longo dos anos e possui várias peças expostas, como em um museu, que vao desde roupas e quadros de bispos a manuscritos religiosos.

De resto, as coisas vao bem, já estou planejando as próximas viagens maiores – Barcelona, Paris e Roma – e apesar de todo o tabalho que dá (hospedagem, transporte, horários), é muito empolgante e compensador ver os planos saindo do papel. O lado desesperador é olhar para o guia de viagens que tenho, ver a quantidade de lugares, culturas, festas e história que existem por aí e saber que nao vou poder conhecer tudo, simplesmente pelo fato de que uma vida nao é suficiente para tanto. Quem sabe com um teletransporte? Era tudo que eu queria…

Bom, acho que é isso….agora o tempo por aquí está bem melhor, ou talvez tenha sido eu quem forcei meu corpo a se acostumar com as temperaturas desse lado do mundo. Até porque, caso contrário, teria que descosturar a meia dúzia de blusas regatas que trouxe para me fazer um blusao. Por sorte, nao foi preciso, a primavera está chegando de verdade e ontem tivemos agradáveis 27 graus.

¡Hasta!