Deserto do Siloli – Uyuni – parte 1

19 11 2012

Turistas no cemitério de trens

Pacote fechado, agora era a hora de entrar no 4×4 e começar a aventura. Foram três carros, só com brasileiros. No carro em que estava, além das duas brasileiras de São Paulo que conheci na manhã, foram mais três amigos de Minas Gerais. Povo bem-humorado e animado. A viagem prometia! Nosso motorista e guia, no entanto, era do time dos tímidos. Falava pouco, mas era simpático.

A primeira parada foi no Cemitério de Trens, um ferro-velho de maquinários ferroviários a 1 km da cidade. Parece uma bobagem (e pode até ser), mas é muito interessante ver aqueles vagões enferrujados no meio do deserto. Com a certeza de ter minha vacina de tétano em dia, subi em alguns dos vagões, junto com os outros tantos turistas, nessa espécie de parque de diversões do deserto. Sem dúvida, curioso.

Por dentro do vagão

Subi no vagão e tudo

Logo depois, paramos em um pequeno povoado chamado Colchani, onde há algumas casas construídas com sal e se pode comprar alguns artesanatos. Estávamos loucos para saber mais sobre como as pessoas moram em casas de sal (!?), mas nosso guia não era dos mais comunicativos, realmente. O jeito era perguntar para os moradores mesmo.

Caminhão de sal em Colchani

Parede das casas de sal

Hotel de sal, para visitação

O engraçado era que, para eles, era super normal viver nas casas do jeito que elas são. Só fiquei sem entender como elas não desmontam com a primeira chuva ou vento mais forte. O fato é que elas duram alguns anos, firmes e fortes, e depois que sofrem com a erosão, as pessoas constroem outras novas casas.

Salar de Uyuni

A última parada do dia foi o famoso Salar de Uyuni. Localizado a 20 km da cidade de Uyuni, o salar é a maior planície de sal da Terra e ocupa uma área de 12 mil km². O cenário é algo completamente diferente de tudo que você já viu antes. Não é areia, não é neve: é sal! (sim, eu provei). No verão, de janeiro a abril, parte dele fica alagado pelas chuvas, deixando a paisagem ainda mais bonita. (Ah, e lembre-se de levar os óculos escuros! Eles são fundamentais).

Pilha de sal, com áreas alagadas ao fundo

Salar de Uyuni

Ficamos algumas horas ali e é quase impossível sair sem fazer algumas fotos-montagem, brincando com a ilusão de infinito que o salar te dá. Portanto, boas ideias não faltaram e a diversão foi garantida!

Depois, veio o almoço. Cada motorista trouxe as comidinhas em seu 4×4 e eles preparam tudo para nós. Com carne de alpaca como prato principal, almoçamos ali no meio do salar. Mais surreal, impossível.

Almoço no 4×4 com vista para o salar

Por falar em surreal, a trilha sonora do carro de Milton, o motorista, era uma atração a parte. Os três dias de viagem foram embalados pelos hits da boliviana Floricielo, la voz del amor, e por Dejavú, banda brasileira de tecnobrega, com sua batida envolvente. Milton gostava bastante e fazia questão de ouvir bem alto. O cenário do Salar de Uyuni podia ter ficado sem essa, mas no final, a história rendeu boas risadas.

Reflexos na paisagem do Salar de Uyuni

O passeio chegou ao fim e voltamos para a cidade, para que os motoristas levassem os carros para lavar (a água salgada estraga as engrenagens), antes que continuássemos viagem até o hostel para dormir e seguir com as atividades dos próximos dias.

Com esse tempo vago, as duas brasileiras e eu, decidimos pedir para tomar banho em algum hotel. Depois da dura tarefa de convencer as donas – tradicionais cholas – que precisávamos muito de um banho e que isso demoraria exatos 10 minutos para cada (elas queriam 5), lá fomos nós. Conseguimos um quarto do lugar e, com 10 bolivianos (muito bem pagos), tomamos o banho rápido, morrendo de medo de atrasar e ter que sair com o xampu no cabelo.

No final, foi a melhor decisão, já que até chegar ao hostel, o entardecer virou noite e o banho se transformou em uma tarefa difícil. Dois banheiros, com água quente – pero no mucho – para as outras 12 ou 13 pessoas. Por volta dos 4 mil metros de altitude, nem preciso comentar do frio que estava, né?


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Ações

Information

8 responses

27 01 2013
3 03 2013
Ulisses

No aguardo do Uyuni – parte 2 e 3 hehe

5 03 2013
Camila Pastorelli

Ai, Ulisses, preciso terminar mesmo! Pode deixar!bj

30 03 2013
Ulisses

Camila!!! Roteiro fechado!!! Domingo a noite a gente embarca!! To super ansioso…
Dá uma olhada no nosso roteiro (http://www.mochileiros.com/bolivia-peru-chile-26-dias-la-paz-titicaca-cuzco-machu-picchu-arica-iquique-atacama-uyuni-t80777.html) e se tiver alguma sugestão, dá um toque por email que ainda tento adaptar haha..
bjos

5 06 2013
Denis

Camila,
Utilizou qual maquina fotografica na viagem? Foi uma DSLR? Foi trabalhoso carregar?
Obrigado
Abs

8 06 2013
Camila Pastorelli

Oi, Denis! Tudo bem?
Usei sim, uma D90, Nikon.
Tinha uma bolsa que usava para a máquina + minhas coisas pessoais. Foi tranquilo, já estou acostumada, mas claro que é mais trabalhoso de levar que uma câmera compacta. Mesmo assim, eu ainda acho que vale a pena!
bjs!

6 10 2013
Deserto do Siloli – parte 2 | Mais estranho que a vida real.

[…] segundo dia no Deserto do Siloli foi ainda mais impressionante que o primeiro no Salar (leia mais aqui). Nossa primeira parada foi no Vale das Rochas (Valle de Rocas), um ponto bem cinematográfico. Eu […]

30 12 2014
Deserto do Siloli – Uyuni – parte 3 | Mais estranho que a vida real.

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