Deserto do Siloli – parte 2

6 10 2013

@camilapastorelli

O segundo dia no Deserto do Siloli foi ainda mais impressionante que o primeiro no Salar (leia mais aqui). Nossa primeira parada foi no Vale das Rochas (Valle de Rocas), um ponto bem cinematográfico. Eu que pensava que não acharia a menor graça no cenário desértico, me enganei. Sentei em uma das pedras mais altas e fiquei observando aquela paisagem maravilhosa, sem vontade de ir embora.

@camilapastorelli

Ao fundo, ainda era possível avistar o vulcão Lincacabur com seus imponentes 5.916 metros de altura, pertencente tanto à Bolívia, quanto ao Chile. No dia seguinte, ficamos ainda mais perto dele quando passamos pela Laguna Verde.

@camilapastorelli

Deserto do Siloli

Após o vale, paramos na primeira lagoa do caminho, a Laguna Cañapa, que estava com vários flamingos. Logo depois, veio a Laguna Hedionda com mais flamingos. Um prato cheio para algumas fotos.

@camilapastorelli

Laguna Cañapa

Laguna Cañapa

Laguna Cañapa

Laguna Hedionda

Laguna Hedionda

Eu estava bem ansiosa para chegar ao Arból de Piedra, pois ele entrou nos meus planos depois, já que antes ia fazer o passeio de apenas um dia a Uyuni. Como havia visto várias fotos dele nos sites que pesquisei antes de viajar, me interessei bastante e resolvei ir. A pedra em forma de árvore esculpida pelo vento é bem curiosa, de fato.

Arból de piedra

Arból de piedra

Arból de piedra

Arból de piedra

O passeio continuou e nosso motorista, que estava no dia anterior bem calado, hoje falava sem parar. Ficamos preocupados, pois vimos uma sacola cheia de latas de cerveja. Logo ele diz que é seu aniversário e que ele estava muito feliz. Cantamos parabéns e tudo para Milton, que se prontificou em dizer que ele iria mais rápido que os outros dois carros para podermos ver mais coisas pelo caminho. No princípio comemoramos, mas quando ele acelerava loucamente pelas dunas, tínhamos que pedir para ele diminuir.

Ele, de fato, aproveitava as paradas que fazíamos para beber suas latinhas. Rolou mais uma bronca e ele disse que não tinha problema, que ele era muito bom e conhecia muito bem os caminhos. O problema era que ele era o único de nós que conhecia o caminho e o carro não era dos mais novos. Sem placas de localização, se tivéssemos alguma problema no passeio, não seria nada engraçado. Mas enfim, no final tudo deu certo.

Alojamiento Urkupiña

Alojamiento Urkupiña

De fato, fomos mais rápidos que os outros dois carros que viajavam com a gente e chegamos primeiro ao hostel. Não deu muito tempo, nosso motorista aniversariante se “perdeu” (if you know what I mean) com uma menina do hostel para bem longe. Descobrimos o motivo da pressa de voltar logo ao hostel, afinal.

Alojamiento Urkupiña

Alojamiento Urkupiña

Em frente ao hostel e à Laguna Colorada

Em frente ao hostel e à Laguna Colorada

Almoçamos e decidi tomar um banho antes que ficasse tarde e o sol sumisse. Lembrando, que estávamos a 4.400m acima do nível do mar. O banho quente custava alguns bolivianos e o frio era de graça. Decidi lavar o cabelo e pensei em arriscar o banho frio, já que ainda tinha sol e a água não poderia estar tão fria assim, certo? Errado.

Liguei o chuveiro e entrei de uma vez debaixo dele, porque pensei que se enrolasse poderia ser pior. Achei que fosse morrer. Sério. Uma tremenda falta de ar me abatia toda vez que a água tétrica entrava em contato com meu corpinho brasileiro, acostumado a temperaturas mais amenas. Meu banho não durou mais que cinco minutos, mas foi um ótimo teste para os pulmões.

Inspiradas por mim, algumas outras pessoas arriscaram o banho frio e logo depois, queriam me matar pela péssima ideia.

Laguna Colorada

Laguna Colorada

Após o banho, fomos andar até a Laguna Colorada, que ficava em frente ao hostel. A impressionante cor avermelhada dessa lagoa se dá pelo pigmento das algas que ali habitam. A intensidade do vermelho varia de intensidade durante o dia. É incrível.

Apesar do sol que fazia, o vento era cortante e fazia bastante frio. Eu tive que enrolar um lenço na cabeça para esconder meu cabelo molhado e parar de tremelicar de frio. Na foto abaixo, vocês podem ver o ridículo.

Eu e Larissa na Laguna Colorada

Eu e Larissa na Laguna Colorada

Laguna Colorada

Laguna Colorada

A noite chegou e jantamos todos juntos no próprio hostel, bebendo e rindo até tarde. O dia seguinte chegaria logo, com um despertar às quatro e poucos.

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30 12 2014
Deserto do Siloli – Uyuni – parte 3 | Mais estranho que a vida real.

[…] Deserto do Siloli – parte 2 […]

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