Deserto do Siloli – Uyuni – parte 3

30 12 2014

O terceiro dia de viagem no deserto do Siloli começou cedo, às quatro e meia da manhã (até para as pessoas mais matinais, como eu, foi difícil). Sem café da manhã (ainda mais difícil) fomos em direção ao Geiser Sol de Mañana. De acordo com o nosso guia/motorista, teríamos o café da manhã no geiser, com direito a ovos cozidos naturalmente e tudo.

Geiser Sol de Mañana.

A melhor explicação que tive sobre o que é um geiser foi com uma das brasileiras que viajou com a gente, e basicamente, a lógica é a seguinte: as lavas vulcânicas do centro da terra aquecem os lençóis freáticos e, por pequenas frestas e buracos no solo, o vapor dessas águas sai enlouquecido em direção aos céus. Bonito, né? Para informações mais embasadas, clique aqui.

Altiplano boliviano

 

 

Geiser Sol de Mañana.

Em alguns lugares, há canos para concentrar a saída do vapor e fazer a alegria das fotos dos turistas.

Estávamos em um dos pontos mais altos da viagem, próximos aos 5.000 metros de altitude e fazia bastante frio. Entre a primeira parada (a com o cano acima) e a segunda, com os geisers ao natural, com aquela fumaça de enxofre a todo vapor, tinha uma pequena caminhadinha, que obviamente o guia ia fazer com o 4×4 que estávamos. Mas eu achei que ela não era tão longe assim e decidi ir caminhando, gosto do friozinho e queria aproveitar para tirar algumas fotos. O guia riu da minha cara, achou que eu era louca, mas lá fui eu toda feliz em direção aos geisers. Eu já falei que fazia frio, né? E que não era nem seis horas da manhã?

Pois bem, eu passei um puta frio com minhas luvinhas, cachecol e gorrinho (tudo de lã de alpaca, coisa fina). Até minha câmera parou de funcionar por alguns minutos, de tão frio que tava. Tive que tirar a bateria, esperar um pouco, aquecê-la com as minhas mãos, até ela voltar. Ufa!

Geiser Sol de Mañana.

Enfim, valeu a pena, o lugar era surreal de bonito e completamente diferente de tudo que já tinha visto. Me encontrei com o grupo, tiramos mais algumas fotos e logo partimos para a próxima parada, as águas termais de Polques. Ainda nada de café.

No Termas, havia uma espécie de piscina natural com alguns gringos nórdicos dentro (sempre eles). O guia disse que a temperatura era por volta de 30 graus e que ficaríamos um tempo ali para quem quisesse entrar na água. Acontece que ninguém no nosso carro queria entrar, estava muito frio do lado de fora, sem chances.

Termas de Polques.

Altiplano boliviano

Enfim, não tinha muito jeito e o negócio foi ficar fazendo uma hora por lá, tirando fotinhos e tudo mais até irmos embora. O bacana foi que…(não, ainda não tinha tomado café, estava tentando não pensar nisso)…apareceram algumas alpacas (ou lhamas…agora não me lembro mais) e elas eram super mansas. Fiquei um tempo fotografando os bichinhos. Tem como não amar?

Altiplano boliviano

Finalmente, o guia decidiu partir e fomos em direção ao nosso café da manhã (que não teria ovos cozidos, como vocês já devem ter percebido). Ele seria em frente a Laguna Blanca, última parada da viagem. Antes disso, fizemos uma parada para fotos em frente a Laguna Verde, da onde se podia avistar ao fundo o lindo Vulcão Licancabur, também pertencente ao Chile. Nesse ponto, estávamos bem próximos da fronteira com o Deserto do Atacama, no lado chileno.

Laguna Verde.

Por fim, chegamos a Laguna Blanca, lindíssima também, suas águas são hipnotizantemente tranquilas, poderia ficar ali durante horas – só que antes, eu PRECISAVA de um café. E lá fomos nós….e foi bastante decepcionante. Nem tirei fotos, porque acho que não queria me lembrar dele no futuro e assim aconteceu! 🙂

O bacana foi que conseguimos tirar uma das fotos mais legais em grupo da viagem, depois de algumas tentativas para que todo mundo ficasse no ar, ela até que saiu!

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Como era o fim do Deserto do Siloli, o grupo se separou, pois algumas pessoas ainda iriam para o Chile, pelo Deserto do Atacama e outras (meu caso), iriam voltar para Uyuni. Fizemos mais algumas fotinhos, nos despedimos e voltamos para a estrada.

Altiplano boliviano

Ainda na volta, passamos em frente às famosas Rocas de Dalí, onde os locais gostam de contar que Salvador Dalí se inspirou nessa paisagem para pintar suas obras. Não sabemos se é verdade ou não, mas que elas lembram algumas telas do artista, isso é verdade.

Apelidado de Deserto de Dalí.

Próxima (e última) parada da viagem pelo Peru e Bolívia: a cidade de Potosí.

Até a próxima!

 

ps. demorei tanto para concluir os textos dessa viagem feita em 2012, que até fico com vergonha de escrever aqui. Peço desculpas pela falta de detalhes, mas a memória já perdeu algumas das informações…

 

Deserto do Siloli – parte 1

Deserto do Siloli – parte 2

 

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Ações

Information

3 responses

1 07 2015
Marília

Oi, Camila! vocês não passaram por aquela ilha de cactus?!

2 07 2015
Camila Pastorelli

Oi Marilia! Pior que não deu, era época de chuvas, então estava sem acesso. :/

16 07 2015
Talita Gama

Viagem dos sonhos, se tudo der certo em poucas semanas irei me aventurar sozinha por essas bandas!!! Tô adorando o blog, obrigada por compartilhar seu sonho realizado!

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