Que pása en Logroño…

12 04 2010

Entardecer no casco antiguo

Completei uma semana aqui em Logroño e já pude conhecer diversos hábitos e atividades que essa cidade oferece. Toda vez que estou realizando algum deles, penso na hora em escrever aqui depois, mas como a minha memória é um pouco falha, creio que tenho que começar a fazer listas para nao esquecer.

Logo que cheguei, pensava que aqui era como a cidade do filme do Show de Truman, pois tudo parece tão arrumado e organizado que é impossivel nao fazer a relaçao. Entretanto, para a sanidade mental de todos, isso nao é verdade (já estava ficando um pouco assustada). Não sei se estao lembrados, mas havia dito que há bicicletas publicas, que podemos utilizar – mediante a um cartao de acesso. Pois bem, estava eu em plena sexta-feira, extremamente empolgada com a ideia de fazer um passeio de bicicleta por Logroño para conhecer melhor a cidade, e como fazia um dia perfeito, sem nenhuma nuvem, tinha tudo para dar certo. Mas nao foi bem assim.

São 6 os pontos de bicicletas, sendo que um deles é muito perto da minha residencia. Me encaminhei para ele e, para a minha decepçao, nao havia bicis (um pequeno apelido para as bikes) e o ponto estava fora de serviço. Ok, fui até a secretaria de turismo, pegar o mapa que tem os outros pontos, mas tinha quase certeza que havia um outro perto da secretaria, entáo nao teria que andar muito. Ledo engano. O outro lugar era muito mais longe e caminhei bastante para encontrar o mesmo recado: fora de serviço. (Apesar de ter uma bicicleta ali).

Esse foi o momento que pude perceber que Logroño, apesar de ter sido eleita uma das 10 melhores cidades para se viver na Espanha, possui seus lados menos certinhos. hehe Sério, porque aqui, quando voce atravessa fora da faixa de pedestre, até se sente mal…e nao é porque os carros buzinam e te xingam, mas é porque eles param. Eles sempre param.

Entre uma perdida e outra por ai (sempre me encontro depois, tá? tenho uma mapa!), pude caminhar pelas ruas paralelas a avenida principal, onde vivem a maioria dos estrangeiros imigrantes; há muitos árabes, chineses e latinos. Por essas bandas, as casas são um pouco menos “elegantes” do que o resto da cidade.

Na sexta mesmo, fui sair para tirar algumas fotos do Casco Antiguo (acho que escrevi errado no post anterior), que é o centro velho, com a maioria das igrejas e dos tradicionais bares de tapas e pinchos. No caminho, há um semáforo que quando está verde para os pedestres, pode-se escutar barulhos de passarinhos (!) e quando está para ficar vermelho, os barulhos vao ficando mais espassados. Uma fofura sem fim.

Falando em fofura….as crianças dessa cidade sao todas lindas. É incrivel, e toda a moda infantil é no estilo passarela….nada de coisas super coloridas e com bichinhos, mas sim cores neutras e super elegantes. Deve ser dificil ser uma criança mais ou menos bonita por aqui, porque o padrao é alto.

Ah, importante! As comidas. Por aqui, as refeiçoes sao muito cheias de carboidratos e gorduras. Ainda nao perguntei para uma das professoras o porque disso tudo, talvez seja o frio mais intenso ou costumes vindos do tempo de guerra, mas o fato é que pão, batata, ovo e carnes gordas (presunto, linguiça, lombo) são frequentes. Entretanto, nao se vê muitos espanhois gordinhos….maldita genetica. De qualquer maneira, estamos nos virando bem….e o café é bem parecido com o brasileiro! Para a minha alegria… Tomo menos do que no Brasil, porque tambem nao ha euro que aguente…

Estou gostando bastante daqui, as pessoas sao amaveis, pelo menos os estrangeiros e a maioria dos espanhois…porque já levei uns três pitos de uns espanhois enquanto estava por ai….todos desnecessarios, obviamente, mas enfim….é o jeito. =)

Há muitas coisas para contar e vou colocando aqui em breve. Sinto que está dificil escrever com mais fluencia em portugues e nao sei se isso é bom ou ruim, mas peço desculpas. Acho que é porque as palavras e frases em espanhol nos parecem bastante formais, se traduzidas ao pé da letra. Entao, por exemplo, sempre que vou escrever “Acho que…”, penso em “Creo que…”, e outras coisas…e dai começo a trocar tudo e escrever como uma tonta…Logo me acostume e tudo isso passa.

Vou colocar algumas fotos no Flickr hoje…e depois conto como foi o final de semana, com jogo do Barcelona X Madri depois a saída com o pessoal da universidade e o pic nic no domingo.

A saudade do Brasil está começando a bater…

Como uma andarilha

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Jornal sem jornalista.

19 06 2009

O curso de jornalismo chegou a um estado tão ruim, que fez com que as pessoas passassem a acreditar que ele já não é mais necessário para a profissão. Pois foi isso mesmo que se discutiu: a necessidade ou não do curso de jornalismo, e não a de um simples diploma. Diploma é apenas o pedaço de papel que somos autorizados a segurar depois de quatro – para alguns mais – anos de universidade. E olha só que surpresa! O problema está onde? Na educação. Ela de novo.
Esquecemos – e me incluo nessa – de qual é a postura de um profissional de jornalismo. Esquecemos que não é só saber escrever bem e ler muitos livros; esquecemos que não é só ouvir os dois lados da história; esquecemos que não é só traduzir os jargões dos especialistas; esquecemos que não é só alimentar o ego ao ler nosso nome acima de um texto. É tudo isso junto, e mais a responsabilidade com a informação que você tem na mão.
E na faculdade não lembramos dessas coisas. Por isso, fazemos com que quem está de fora pense que, com faculdade ou sem faculdade, o profissional é o mesmo. Não é.
Até ontem, era muito fácil ser um jornalista medíocre. Tão fácil, que muitas vezes nós somos. Hoje, a situação ficou um pouco pior. Que pena.