Cusco, umbigo do mundo – parte 2

19 04 2012

11/jan

O que mais você vai encontrar em Cusco são agências de turismo oferecendo transporte para os sítios arqueológicos do Valle Sagrado. Os agentes de turismo – homens e mulheres de diversas idades – ficam na praça principal da cidade (Plaza de Armas) abordando todo e qualquer turista para oferecer pacotes de um dia, uma tarde e – claro – o passeio mais procurado por todos: Machu Picchu.

Se você não tiver uma indicação, não tem muito segredo: vá perguntando e tente achar o melhor preço e qualidade, na medida do possível. Eu escolhi um lugar pequeno que fica ao lado da catedral, se chama Ñustas Del Inka. O vendedor me pareceu confiável e o preço estava bom. O passeio foi para os sítios de Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero, com uma parada em uma feira de artesanato e o almoço em Urubamba. Tudo me saiu por 50 soles (25 do transporte + 25 do almoço). Partimos às 9h e voltamos às 19h.

Foi um passeio bacana, mas o guia não era nada espetacular. A impressão que deu era que ele ligava o piloto automático e ia falando sem parar sobre os Incas, as ruínas, o glorioso império e tudo mais, mas sem emoção nenhuma. Ok, essa é a rotina dele e sabe-se lá quantas vezes ele faz isso por semana. Até que é compreensível. Tirando o fator guia desmotivado e o almoço, que é a maior enganação – se puder, não pague adiantado, mesmo que o agente diga que na hora é mais caro, porque primeiro: não é mais caro e segundo: você pode tentar comprar algo melhor ao lado do lugar que vocês pararem para comer. Fica a dica.

Enfim, pegadinhas latinoamericanas a parte, acredito que a sensação de ver um sítio arqueológico Inca pela primeira vez é incrível. Apesar de já ter lido e visto algumas fotos, poder ver aquelas moradias, desenhos e funcionalidades agrícolas é realmente impressionante. Eu fiquei toda boba quando cheguei Pisaq (30km de Cusco). O dia estava lindo, quase sem nuvens, o que deixou o cenário ainda mais bonito.

Depois do almoço, a parada seguinte foi Ollantaytambo (97km de Cusco). Muitos turistas, já desembarcam ali mesmo e continuam seu caminho a Machu Picchu, já que é nessa cidade que você pega o trem para Aguas Calientes. O sítio de Ollantaytambo é também muito impressionante, principalmente pela inclinação – a quantidade de degraus que temos que subir é impressionante – e pelos templos feitos de pedras maciças que pesam toneladas e que vieram de montanhas próximas. Do alto, além do ventinho-maravilha, é possível ver na montanha à frente, o perfil de um Deus Inca esculpido na pedra. É lindo e um pouco difícil de acreditar que foi feito pelo homem. Muitas casas da cidade são da época do Império Inca e hoje são seus descendentes que moram ali. Demais, né?

Voltamos para a van que nos transportava, rumo a última parada do dia Chinchero (28km de Cusco), onde a grande atração é uma Igreja Católica construída sobre um templo Inca. Ali, também há uma parada estratégica para os turistas, na qual mulheres vestidas com roupas típicas peruanas – dentro de uma grande tenda que vende de tudo um pouco – demonstram como são feitas as malhas de lã de alpaca. Todo o processo: lavar, ferver, colorir e tecer. Aqui, de novo, elas ligam o piloto automático, o texto decorado, e é isso. Depois, todos podem ficar à vontade para comprar. Gostei menos dessa parte.

Em Chinchero, o por-do-Sol estava maravilhoso! O friozinho da altitude e aquele cenário encerraram bem o passeio, junto com uma porção de choclo bem quentinho. O milho branco e “gigante” é tradicional do Valle Sagrado e é uma delícia.

Começamos a voltar para Cusco. Na van, um músico local nos acompanhou cantando e tocando flauta + bumbo durante todo o trajeto. Difícil. Mas ele estava ali, honestamente, tentando viver de música…antes assim.

Já no hostel, a agência de turismo marcou um encontro com todos que iam para Machu Picchu no dia seguinte. Era mais para saber como iria funcionar o passeio, entregar nossos bilhetes de trem, entrada ao parque, essas coisas. Por coincidência, no grupo de seis pessoas, todos ali eram brasileiros, com exceção de um alemão.

O itinerário foi o seguinte:

Dia 1

9h – Todos na recepção para pegar o carro que nos levaria a Ollantaytambo.

11h – Chegada em Ollantaytambo.

13h – Trem de Ollantaytambo com destino a Aguas Calientes.

19h30 – Encontro com o guia no hostel para explicar o dia seguinte no parque. Dormir em Aguas Calientes.

Dia 2

6h – Partir para Machu Picchu. O ônibus leva 30 min até o parque. Passar o dia todo ali.

15h – Volta para o hostel em Aguas Calientes.

19h – Trem de Aguas Calientes para Ollantaytambo

20h45 – Chegada em Ollantaytambo. Ônibus nos leva de volta a Cusco

23h – Chegada em Cusco.

 

No próximo post , conto como foi! Até lá!

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Ações

Information

5 responses

20 04 2012
Eduardo Ducho

Que massa ver suas fotos!!!

Saudades da Chicha Morada!

20 04 2012
Camila Pastorelli

Oi, Du! Valeu! E que lindas as suas fotos no Enoá! Adorei! bjs

17 06 2012
Para conhecer Machu Picchu – parte 1 « Mais estranho que a vida real.

[…] há um dos sítios arqueológicos do Valle Sagrado e é passeio certo, quando você está em Cusco (leia mais aqui). Vista de […]

18 02 2017
Alexandre Appio

Camila,
fizeste com agencia? Qual o custo de todo o passeio, sem alimentação? É interessante guia local para Macchu Picchu? Tantas perguntas…
Agradeço-te.

1 05 2017
Camila Pastorelli

Oi Alexandre, tudo bem?
O passeio para Machu Picchu fiz com a Loki Travel, agência do hostel Loki. Eles são super organizados e garantem uma ótima experiência. Com eles já está incluido o guia para Machu Picchu, transporte de Cusco a Ollataytambo e Aguas Calientes, e hospedagem em Aguas Calientes. Alimentação é por sua conta. Para custos e valores, procure na internet por eles, assim terá preços mais atuais. abraços!

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