Cusco, umbigo do mundo – parte 1

19 04 2012

10/jan

Depois de Puno, Cusco foi a segunda cidade peruana que fiquei hospedada – e adorei. Hoje, com seus 300 mil habitantes, Cusco – ou Qosqo – sabe trabalhar bem com todo o tipo de turista. Desde aquele que vem para conhecer mais da cultura Inca, entre passeios diários ao Valle Sagrado ou aqueles que chega com destino certo a Machu Picchu.

A antiga capital do Império Inca era chamada de “umbigo do mundo” e ainda guardou muito da arquitetura, história e cultura tão bem criadas pelo seu povo, apesar dos colonizadores espanhóis.

Obviamente, que cheguei ali já pensando em Machu Picchu. Havia pesquisado muito pela internet, na tentativa de encontrar a melhor maneira de chegar até MP. Não havia ficado segura de ir por conta própria, então optei por fechar um pacote com a agência de turismo do hostel Loki, mesmo hostel que fiquei em La Paz. E foi a melhor coisa que fiz.

Bom, primeiro: foi o hostel mais legal que conheci na viagem. Organizado, limpo, equipe super bacana e prestativa e o bar mais animado das redondezas (!). Além de também servirem almoço e jantar, com bons preços, e ótima qualidade. Enfim, adorei. Na noite que cheguei estava rolando uma festa no bar, mas como não conhecia ninguém, acabei ficando pouco. Conversei com alguns brasileiros que estavam no mesmo ônibus Puno-Cusco que eu (curiosamente, encontrei com eles em mais vários outros momentos) e comecei a preparar meu próximo dia. Um dos caras do bar anunciou que, no dia seguinte, eles iriam a um dos orfanatos da cidade para que, quem tivesse o interesse, pudesse conhecer mais da situação local, brincar um pouco com as crianças, etc. Infelizmente, essa visita acabou não rolando por alguma confusão com o transporte que nos levaria até lá.

Bom, com as mudanças de planos, resolvi começar a andar pela cidade. De acordo com meu guia, e com algumas indicações de amigos que já haviam ido para Cusco, era ideal comprar o tal do boleto turístico (vendido na prefeitura), para me dar direito a entrar em diversos sítios arqueológicos do Valle Sagrado + museus e outros pontos turísticos por nove dias. Realmente, vale a pena comprá-lo (130 soles – algo em torno de R$90). Pode parecer caro, mas no fim, é mais vantajoso, porque uma vez que você está ali, vai acabar querendo conhecer esses lugares e se optasse por comprar as entradas, em separado, sairia mais caro. Lógico, né?

O centro de Cusco se concentra na Plaza de Armas, onde estão a famosa Catedral, de 1556 (que você paga para entrar, mas se for – discretamente – entre 6h e 8h da manhã, horário reservado para a missa, não pagará; foi o que fiz) e a Igreja Sagrada Família, de 1733. Na catedral, você poderá ver a curiosa “Última ceia”, pintada pelo pintor peruano Marcos Zapata, que dá um toque regional para o quadro ao acrescentar alimentos como milho e  mamão na ceia de Jesus e companhia. Há também a escultura de um Jesus Cristo negro, “El señor de los Temblores”. Muito bacana.

Fui até o templo Qorikancha – Templo do Sol (atual Convento de Santo Domingo), para conhecer um pouco mais da cultural inca. Peguei carona em vários guias que iam explicando para grupos escolares e turistas as principais características da arquitetura, agricultura e adoração aos deuses na época do Império Inca.

Os incas acreditavam que existia um deus maior que o Sol e que a Lua. Nunca o viram, por isso não sabiam bem como representá-lo, entretanto confiavam em sua existência. Seu nome é um pouco complicado: Uiricochan Pachayachachi – ou simplesmente – Wiraqocha. Seu templo ficava em Raqchi, cidade que estive antes de chegar em Cusco.

Caminhei mais um pouco e fiz uma parada estratégica na farmácia para comprar antiflamatório. Meu joelho doía e não era brincadeira. Confiei na indicação da farmacêutica e achei curioso saber que poderia comprar os comprimidos avulsos. De qualquer forma, comprei a cartela inteira, já que precisaria tomar por mais de um dia. Depois aproveitei e comprei um bastão de caminhada, meu amigo inseparável dos próximos dias até Machu Picchu.

Chegou a hora do almoço e parei em um pequeno restaurante, super simples, no qual pude comer o tradicional pollo com papas fritas, acompanhada de uma Inka Cola bem gelada e amarela. Tudo isso por 13 soles. Os correios ficavam bem em frente e já aproveitei para comprar alguns postais e mandar para a família e alguns amigos – era aniversário da minha mãe nesse dia!

Depois do almoço, passei pelo Museu Histórico Regional, muito interessante, por sinal! Tirei foto dessa frase do Mario Vargas Llosa, que achei muito linda:

O dia estava quase acabando e depois de passar por um grupo de músicos que tocavam na rua (veja o vídeo aqui), acho que eram estrangeiros, estava seca por um café. Claro, o forte aqui é o chá, quase não tomei café na viagem! Mas nesse lugar que encontrei, o café era dos bons. Ainda pedi um bolo de chocolate com doce de leite para acompanhar e fui surpreendida quando ele veio quentinho e com duas bolas de sorvete de creme. Pronto, tava feliz da vida. Se não me engano, o nome do lugar era Café del Inka.

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2 responses

10 09 2012
Mariana

Olá Camila,
Muito legal os seus relatos! Estou planejando o meu primeiro mochilão ao Peru e gostaria de saber por quanto ficou esse pacote p/ MP pela agência do Loki?

desde já, obrigaaada! Já tá sendo uma ótima ajuda 😉

11 09 2012
Camila Pastorelli

Oi, Mariana! Tudo bem? Demais que você está planejando em fazer seu primeiro mochilão! O primeiro de muitos, tenha certeza!

Bom, com o Loki, fechei o pacote para fazer esse trajeto a Machu Picchu. Saiu US$195 + US$9 (para subir Huayna Picchu). Esse foi o pacote de dois dias. Há outras opções para mais e menos tempo. Escreva para eles, que eles te mandam os prospectos. Boa viagem! Beijos!

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